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NASA adota termo “superinteligência” para IA após ordem executiva de Trump

Imagem ilustrativa: NASA adota termo superinteligência para IA após ordem executiva de Trump
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NASA muda nomenclatura para “superinteligência” em alinhamento a ordem de Trump

Em uma mudança inesperada que impacta a comunicação científica e institucional, a NASA iniciou a substituição do termo inteligência artificial (IA) por superinteligência, conforme uma ordem executiva assinada pelo então presidente Donald Trump. A determinação, datada de setembro de 2026, instrui órgãos federais dos Estados Unidos a adotarem a nova nomenclatura em todos os conteúdos oficiais, sem reconhecer publicamente que houve alteração do termo original.

Esse movimento ocorre enquanto a NASA expande o uso de IA em suas missões e pesquisas, especialmente em projetos avançados como o rover Perseverance, que utiliza técnicas autônomas para navegação em Marte, e modelos computacionais destinados à análise de grandes volumes de dados científicos. Contudo, a mudança formal de vocabulário não altera as tecnologias em si, mas cria um desafio significativo para a comunicação interna e externa da agência espacial.

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O que determina a ordem executiva sobre superinteligência

  • Nomeada “Inaugurating the Era of Super Intelligence”, a ordem executiva obriga órgãos federais a substituir as expressões “artificial intelligence” e “AI” por “super intelligence” e “SI” em publicações oficiais;
  • A justificativa do governo é que a IA ultrapassou simples automações e simulações de inteligência humana, exigindo uma terminologia que reflita melhor as capacidades emergentes;
  • Apesar da mudança no nome, a definição legal vigente de IA permanece, abrangendo sistemas computacionais capazes de aprender e tomar decisões;
  • Assim, tecnologias já existentes sob a definição de IA podem passar a ser chamadas de “superinteligência” sem comprovação de capacidades superiores;
  • A implementação da nova nomenclatura deve ocorrer imediatamente em todos os materiais públicos, apresentações, entrevistas, publicações e comunicações internas;
  • Termos relacionados, como “IA generativa”, também deverão ser renomeados para “superinteligência generativa”, enfatizando a ampliação da criatividade e capacidade humana;
  • A orientação inclui todos os centros da NASA, como o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) e envolverá até os contratados.

Pressões internas e desafios para a comunicação da NASA

A adoção rápida da nova terminologia tem gerado tensão internamente. Desde que Jared Isaacman assumiu como administrador da NASA em dezembro de 2025, a agência tem se alinhado de forma mais próxima às diretrizes do governo Trump, especialmente no foco em missões tripuladas. A participação direta de Isaacman em reuniões com executivos do setor de IA na Casa Branca reforça essa convergência.

Segundo relatos de funcionários ouvidos sob anonimato, há forte pressão da alta direção para cumprir a ordem sem questionamentos. Uma das maiores dificuldades é a proibição de mencionar o termo anterior, mesmo em contextos de transição, o que dificulta a explicação transparente para o público e a comunidade científica.

Além disso, especialistas internos apontam que os conceitos de inteligência artificial e superinteligência não são sinônimos. Enquanto a IA abrange sistemas capazes de aprendizado e automação, a superinteligência tradicionalmente se refere a entidades hipotéticas com capacidades cognitivas superiores às humanas. Essa distinção técnica está sendo apagada na comunicação oficial, o que pode levar a mal-entendidos.

“Estão tratando a IA como se fosse ‘a tecnologia que não deve ser nomeada’”, relatou um funcionário, mostrando a frustração da equipe de comunicação em não poder explicar os motivos da mudança.

Impactos e perspectivas da mudança para o setor científico e tecnológico

A reclassificação do termo IA para superinteligência, embora pareça apenas uma alteração semântica, traz consequências profundas. A NASA terá que adaptar sua infraestrutura digital, publicações oficiais, sites e sistemas internos de TI para refletir essa alteração, o que envolve riscos técnicos, como a interrupção de integrações entre softwares usados na agência.

Essa mudança também pode gerar confusão na comunidade científica global, que segue padrões terminológicos estabelecidos internacionalmente e não está sujeita às determinações do governo dos Estados Unidos. A ausência de diretrizes claras para publicações científicas aumenta a incerteza sobre como pesquisadores da NASA conciliarão a nova nomenclatura com a terminologia padrão usada em universidades e instituições ao redor do mundo.

Além disso, a comunicação pública pode ficar comprometida se o público geral interpretar superinteligência como algo além da tecnologia atualmente empregada, o que não corresponde à realidade prática das ferramentas usadas pela NASA.

Por fim, a mudança pode afetar a percepção social e política sobre o papel da inteligência artificial nas missões espaciais e na pesquisa científica, influenciando debates sobre ética, segurança e potencial das tecnologias digitais.

Cronograma e fases da implementação na NASA

Para realizar essa adaptação, a NASA estabeleceu um plano de quatro fases com prazos entre outubro e dezembro de 2026:

  • Fase 1 (9 de outubro): atualização dos principais sites da agência relacionados ao tema e alteração de títulos de cargos — como a mudança de “chefe de IA” para “chefe de superinteligência”;
  • Fase 2 (16 de outubro): alteração de páginas com maior audiência, incluindo o endereço do grupo de IA do JPL, com conclusão antecipada para esta data;
  • Fase 3 (30 de novembro): atualização de sites complementares e integrações críticas, com possível interrupção temporária de APIs e sistemas conectados;
  • Fase 4 (23 de dezembro): revisão de sites de menor tráfego, sistemas internos e arquivos antigos, com adaptações ou avisos arquivísticos.

Embora esses prazos não sejam obrigatórios pela ordem executiva, eles refletem uma recomendação da NASA e do Escritório de Gestão e Orçamento dos EUA para organizar a transição de forma prioritária, minimizando impactos operacionais e comunicacionais.

Considerações finais

A decisão do governo Trump de renomear a inteligência artificial para superinteligência, e o rápido alinhamento da NASA a essa determinação, evidenciam uma estratégia política que busca reconfigurar a forma como as tecnologias digitais são percebidas e comunicadas. Porém, a imposição dessa mudança sem debate público aberto e sem adaptação técnica adequada pode gerar mais confusão do que clareza, especialmente em um campo tão complexo quanto o da exploração espacial e da ciência computacional.

Para a comunidade científica, a situação reforça a importância de preservar a precisão terminológica e a transparência nas comunicações, para que avanços tecnológicos sejam compreendidos com rigor e para que o público mantenha confiança nas instituições. Já para os gestores, o desafio está em equilibrar exigências políticas com a necessidade de continuidade e integridade das operações científicas.

O debate que agora ocorre internamente na NASA, inclusive por meio de canais anônimos, será fundamental para definir como essa transição será conduzida e quais lições poderão ser aplicadas em futuras mudanças impostas por diretrizes governamentais.

Saiba mais sobre o papel da inteligência artificial na pesquisa científica em nosso artigo Homem morre após ser baleado no peito com garrucha no interior de Minas Gerais.

Referência: olhardigital.com.br

Revisado em 16 de outubro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.

Fontes consultadas: olhardigital.com.br

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