Muro caído em Juiz de Fora isola idosa há um mês
Muro caído em Juiz de Fora deixou a aposentada Maria Aparecida de Jesus, 62 anos, sem água, energia elétrica e transporte coletivo desde 23 de fevereiro, após temporal que agravou danos iniciados em 7 de fevereiro no Bairro Igrejinha.
Muro caído em Juiz de Fora isola idosa há um mês
Moradora da Rua G há três anos, a idosa ‒ conhecida como Dona Cida ‒ viu parte do muro desabar durante a primeira chuva forte. O impacto derrubou também o padrão de luz e o hidrômetro, interrompendo os serviços básicos. Dias depois, um novo temporal alagou todo o imóvel, construído em estrutura simples de pallet, e arrastou um caminhão estacionado, que só foi retirado com guincho.
Sem condições de armazenar alimentos ou manter medicamentos refrigerados, Dona Cida depende da ajuda dos filhos e de um vizinho, que cede um bico d’água. Ônibus e caminhão de lixo deixaram de circular na rua desde o fim de fevereiro, agravando o isolamento.
A moradora buscou atendimento na Prefeitura, passando pela Secretaria de Obras e pelo Departamento de Informação Geral e Atendimento (Diga), mas relata não ter recebido retorno concreto. “Não estou dormindo nem comendo; peço socorro”, afirmou.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora disse reconhecer os transtornos e explicou que intervenções em muros particulares exigem critérios técnicos da Defesa Civil. O Executivo informou ainda que mantém prioridade em ocorrências emergenciais e que a retomada de ônibus e coleta de lixo depende de avaliações de segurança nas vias. A administração municipal acrescentou que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) é responsável pela rede elétrica e que a Cesama enviará equipe para verificar o abastecimento de água.

Imagem: Felipe Couri
Enquanto aguarda soluções, Dona Cida teme invasões na propriedade e relata agravamento de quadros de depressão e ansiedade devido às perdas materiais.
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Crédito da imagem: Felipe Couri















