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Mudança de endereço de escola municipal gera críticas

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Mudança de endereço de escola municipal gera críticas

Mudança de endereço de escola municipal gera críticas na comunidade escolar de Juiz de Fora. Pais e responsáveis da Escola Municipal Santa Catarina de Labouré contestam a decisão da Prefeitura, que transfere a unidade da Avenida Barão do Rio Branco para a Rua Marechal Deodoro, cerca de dois quilômetros acima, alegando prejuízos à rotina das famílias.

Mudança de endereço de escola municipal gera críticas

A Secretaria de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) confirmou que a escola deixará o número 3.595 da Barão do Rio Branco e passará a funcionar no número 1.060 da Marechal Deodoro. A distância, segundo a pasta, varia de 2 km a pé a quase 3 km de carro. O anúncio, porém, foi feito depois do fim das matrículas para 2025, fato que, de acordo com os pais, inviabilizou qualquer reorganização prévia.

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Responsáveis apontam dificuldades de acessibilidade no novo endereço, situado em trecho íngreme e fora das rotas de vans escolares. Alunos com mobilidade reduzida ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA) seriam os mais impactados, pois dependem de trajetos previsíveis e curtos.

Em nota, a PJF justificou que a mudança é resultado de “expressivos sinais de deterioração” no prédio atual. A secretaria atribui parte dos problemas à construção recente de um edifício vizinho, que teria bloqueado a luz solar, aumentando a umidade e o risco de mofo nas salas de aula. O órgão afirma ainda que buscou imóvel no mesmo zoneamento escolar e com condições mínimas de acessibilidade, e que todo o processo ocorre durante o recesso para não afetar o calendário letivo.

Perguntada sobre o porquê de comunicar a transferência apenas após o período de matrículas, a prefeitura não respondeu até o fechamento desta reportagem. Também não esclareceu se o novo endereço será incluído nas rotas de transporte escolar.

Especialistas em gestão educacional lembram que mudanças de sede devem ser discutidas com a comunidade para reduzir impactos pedagógicos e logísticos. Segundo diretrizes do Ministério da Educação, acessibilidade e previsibilidade são requisitos básicos para garantir o direito à aprendizagem. Mais informações podem ser consultadas na Agência Brasil.

Quer continuar acompanhando decisões que afetam a educação pública? Leia também as análises da nossa seção BRASIL e fique por dentro dos próximos desdobramentos.

Crédito da imagem: Pedro Moysés

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