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MRV&Co 2T26: prévia mistura avanços e incertezas

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MRV&Co 2T26: prévia mistura avanços e incertezas

MRV&Co 2T26: prévia mistura avanços e incertezas traz geração de caixa retomada no Brasil, mas expõe fraqueza da subsidiária Resia nos EUA, segundo bancos de investimento.

Geração de caixa no Brasil anima Bradesco BBI

O Bradesco BBI classificou os números operacionais da MRV&Co (MRVE3) como ligeiramente positivos. Entre abril e junho, a incorporação gerou R$ 19,6 milhões em caixa; ao incluir a venda de recebíveis, o montante alcançou R$ 121 milhões, revertendo a queima de R$ 55,1 milhões vista um ano antes. As vendas líquidas chegaram a R$ 2,75 bilhões, alta anual de 3,4%, enquanto os lançamentos somaram VGV de R$ 2,95 bilhões, queda de 14,4%. Para o banco, a disciplina financeira no mercado doméstico segue “avançando gradualmente”.

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Resia mantém pressão sobre resultados

A subsidiária norte-americana Resia continua sendo o principal ponto de interrogação. A operação gerou apenas US$ 5,2 milhões em caixa, recuo de 87,1% na comparação anual. A venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, por US$ 139 milhões, aliviou parte da alavancagem, mas o BBI alerta que um eventual desmonte da unidade pode provocar volatilidade adicional. Analistas ouvidos pela Reuters observam que a incerteza nos Estados Unidos reduz a visibilidade dos resultados consolidados no curto prazo.

Safra e JP Morgan adotam cautela

Para o Banco Safra, os indicadores ficaram aquém das projeções. As vendas do segmento principal ficaram 6% abaixo do esperado e a geração de caixa de R$ 19,6 milhões ficou longe da estimativa de R$ 131 milhões. Embora a Resia tenha elevado a taxa de ocupação de 63% para 80% ao alugar 149 unidades, o Safra vê a alta alavancagem da matriz e o ambiente de custos elevados como riscos à margem bruta.

O JP Morgan considerou o trimestre “misto”. Ajustada pela venda de recebíveis, a geração de caixa no Brasil foi de R$ 20 milhões, virtualmente estável em relação ao 1T26. O banco projeta reação neutra do mercado, lembrando que MRVE3 negocia a 3,8 vezes o lucro estimado para 2027, desconto relevante frente a pares como Cury, Direcional e Tenda.

Apesar dos sinais contraditórios, analistas convergem em indicar que a trajetória de melhoras operacionais no Brasil precisa ser confirmada por margens mais robustas e menor dependência da venda de ativos da Resia.

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Crédito da imagem: Money Times/Flávya Pereira

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