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Morte de Khamenei: Irã cria conselho de governo provisório

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Morte de Khamenei: Irã cria conselho de governo provisório

Morte de Khamenei desencadeou a rápida criação de um conselho de liderança interina no Irã, formado neste domingo (1º) para assumir as funções do líder supremo até a escolha de um sucessor oficial.

Morte de Khamenei: Irã cria conselho de governo provisório

De acordo com a mídia estatal, o aiatolá Ali Khamenei foi assassinado durante bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra Teerã. A ofensiva também teria atingido a residência do líder, matando familiares próximos e altos oficiais, entre eles o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante da Guarda Revolucionária, major-general Mohammad Pakpour.

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Diante do vácuo de poder, foi instituído o chamado Conselho de Liderança, composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O aiatolá Alireza Arafi, representante do Conselho dos Guardiões, completa o colegiado, informou o diário estatal Tehran Times.

O conselho terá caráter provisório: caberá à Assembleia dos Especialistas, integrada por 86 clérigos eleitos, escolher o novo líder supremo. Até lá, o órgão interino concentrará os poderes religiosos e políticos detidos por Khamenei ao longo de 36 anos.

O governo decretou 40 dias de luto. Imagens exibidas pela televisão estatal mostraram milhares de manifestantes nas ruas de várias cidades, protestando contra o atentado e clamando por retaliação. Em nota conjunta, as Forças Armadas prometeram fazer com que “os Estados Unidos criminosos e o regime sionista maligno se arrependam”.

Khamenei ocupava o posto máximo da hierarquia iraniana, que inclui Executivo, Parlamento, Judiciário e o influente Conselho dos Guardiões. Segundo a agência Reuters, a morte do aiatolá é o acontecimento mais grave na política iraniana desde a Revolução Islâmica de 1979.

Especialistas avaliam que a estabilidade interna dependerá da rapidez da Assembleia dos Especialistas em eleger o novo líder e da capacidade do conselho interino em conter a escalada militar externa. Enquanto isso, o país permanece em alerta máximo.

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Crédito da imagem: REUTERS/Stringer

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