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Morte de Alexei Navalny é lembrada em Moscou sob tensão

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Morte de Alexei Navalny é lembrada em Moscou sob tensão

Morte de Alexei Navalny completa dois anos nesta segunda-feira (16) e mobiliza familiares, diplomatas europeus e opositores no cemitério Borisovsky, em Moscou, onde flores foram depositadas sob intenso aparato de segurança.

Homenagens sob vigilância reforçada

A mãe do líder oposicionista, Lyudmila Navalnaya, ao lado da sogra, Alla Abrosimova, conduziu o ato de luto no túmulo coberto por neve e centenas de buquês. Representantes de embaixadas do Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda também compareceram, acompanhados de patrulhas policiais visíveis em todo o perímetro.

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Família insiste em assassinato político

Diante dos presentes, Lyudmila reiterou que o filho “foi assassinado”, acusação endossada por governos europeus. O Kremlin voltou a negar qualquer envolvimento, atribuindo a morte a causas naturais ocorridas em 16 de fevereiro de 2024, quando Navalny cumpria pena de 19 anos em uma colônia penal no Ártico.

Novo laudo confirma toxina rara

As homenagens coincidem com a divulgação de uma análise conjunta de laboratórios da Europa que detectou epibatidina — neurotoxina presente apenas em rãs-dardo da América do Sul — em amostras do corpo de Navalny. Em nota, os cinco países afirmaram que “a Rússia tinha meios, motivo e oportunidade” para administrar o veneno. Detalhes do relatório foram destacados pelo jornal britânico The Guardian, reforçando a tese de envenenamento deliberado.

Repercussão internacional e opositores no exílio

O presidente francês Emmanuel Macron escreveu que a morte “foi premeditada” e evidencia o temor do Kremlin diante de qualquer contestação. Enquanto isso, principais colaboradores de Navalny permanecem exilados e respondem a condenações impostas à revelia pela Justiça russa, situação que dificulta a formação de uma frente unificada contra o governo de Vladimir Putin.

Organismos europeus buscam dar voz à dissidência

No fim de janeiro, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) criou a Plataforma para Diálogo com Forças Democráticas Russas, oferecendo espaço formal a opositores, embora o mecanismo seja criticado por não resultar de eleição direta.

Dois anos após a perda de seu rosto mais conhecido, a oposição russa segue fragmentada, mas famílias e simpatizantes de Alexei Navalny afirmam que manterão viva a denúncia de que ele “foi silenciado por sua luta por uma Rússia livre”.

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Crédito da imagem: AP Photo/Alexander Zemlianichenko

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