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Monk artista urbano transforma luto em arte pelas ruas

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Monk artista urbano transforma luto em arte pelas ruas

Monk artista urbano transforma luto em arte pelas ruas ao espalhar lambe-lambes e pinturas feitas com materiais reciclados em Juiz de Fora, Rio, São Paulo e Porto Alegre, acumulando mais de 300 obras desde 2020.

Monk artista urbano transforma luto em arte pelas ruas

Nascido em Juiz de Fora, Monk, 48 anos, mantém a verdadeira identidade guardada. O anonimato lhe permite colar suas criações sem ser reconhecido fora do meio artístico. A trajetória começou durante a pandemia de Covid-19, logo após a morte do pai. Trabalhando em uma fábrica e pai de família, ele viu na pintura um canal para processar o luto e, desde então, não parou mais.

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Em cinco anos, o artista urbano Monk produziu mais de 300 peças, quase todas sobre papelão descartado ou papel recuperado. Tintas acrílicas, cores primárias e contornos pretos compõem uma estética que lembra Keith Haring, enquanto o gesto livre evoca Jackson Pollock. Entre os personagens recorrentes estão o rato, a capybara e o Moon Man, avatar que simboliza a liberdade criativa.

Segundo o próprio, a escolha do nome artístico veio do antigo apelido “monge” que ganhou em quadras de tênis pela postura tranquila. A versão em inglês ajuda a separar o operário do pintor. “Eu não me considero artista, sou apreciador de arte”, diz Monk, que visita museus sempre que viaja para buscar referências.

A mulher e a filha foram decisivas: insistiram na criação de um perfil no Instagram para exibir as obras, mas sem revelar o rosto. A estratégia ampliou a audiência e possibilitou diálogos com outros grafiteiros. Esse movimento segue o caminho de ícones da arte de rua, como Banksy; sobre ele, o jornal The Guardian analisa sua influência mundial.

Apesar do reconhecimento crescente, Monk não abandonou a rotina na fábrica. O Moon Man, explica, representa a certeza de que a pintura é hobby, não profissão. “Quando passo por um lambe-lambe meu e vejo que ainda está lá, fico feliz. Não quero parar.” Entre os planos estão telas maiores e novas cidades para colorir.

No universo de intervenções urbanas, a produção de Monk, artista de rua, evidencia como a arte pode nascer do cotidiano e oferecer conexões fora das galerias. Seu caso demonstra que materiais simples e sentimentos complexos podem dialogar diretamente com quem circula pelas calçadas.

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Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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