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Monitoramento da saúde em casa ganha espaço no Brasil diante do avanço das doenças crônicas

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O acompanhamento da saúde dentro de casa deixou de ser exceção e começa a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. Com o Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, trazendo à tona o debate sobre prevenção, o avanço das doenças crônicas e a necessidade de diagnóstico precoce impulsionam uma mudança no comportamento da população.

Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla na forma como a população se relaciona com o próprio corpo. Antes concentrado em consultas e momentos de urgência, o cuidado com a saúde passa a ser distribuído ao longo da rotina, com apoio de tecnologias que permitem monitoramento frequente e mais acessível.

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O cenário se torna ainda mais relevante diante do peso das doenças crônicas no país. Mais de 300 mil brasileiros morreram em decorrência dessas condições, como problemas cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, analisados por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.

Embora avanços no tratamento e no acesso à assistência tenham contribuído para reduzir a mortalidade prematura nas últimas décadas, especialistas alertam que o ritmo de melhora ainda não é suficiente para que o Brasil cumpra a meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, que prevê reduzir em um terço dessas mortes até 2030.

Doenças silenciosas ainda desafiam o diagnóstico precoce

Grande parte das doenças crônicas evolui de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce. A hipertensão é um dos exemplos mais conhecidos desse cenário. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 38 milhões de brasileiros convivem com pressão alta. Em muitos casos, a condição permanece sem diagnóstico por anos, já que a elevação da pressão arterial nem sempre provoca sintomas evidentes.

Quando não identificada ou tratada adequadamente, a hipertensão pode levar a complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Por isso, o acompanhamento regular da pressão é considerado uma das estratégias mais importantes de prevenção.

Quando o monitoramento doméstico se torna aliado da prevenção

O avanço da tecnologia e a popularização de dispositivos de saúde contribuíram para aproximar o monitoramento médico da rotina cotidiana. Equipamentos como medidores de pressão, termômetros digitais e oxímetros passaram a ser utilizados por um número crescente de pessoas que buscam acompanhar sinais vitais de forma mais frequente.

Empresas do setor de tecnologia em saúde, como a G-TECH, acompanham esse movimento como reflexo de uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor, que passa a valorizar o acompanhamento contínuo e não apenas o cuidado pontual.

Para Pedro Henrique Abreu, Diretor de Marketing e Produtos da G-TECH, essa transformação está diretamente ligada à forma como as pessoas passaram a enxergar o próprio papel no cuidado com a saúde.

“O brasileiro começou a perceber que cuidar da saúde não depende apenas de consultas médicas. Existe uma parte importante desse processo que acontece no dia a dia, quando a pessoa observa sinais do próprio corpo e identifica mudanças que merecem atenção”, afirma.

Segundo ele, o uso de dispositivos domésticos ajuda a transformar essa atenção em rotina prática.

“No caso da pressão arterial, por exemplo, aparelhos automáticos, principalmente os de braço, permitem um acompanhamento mais estável ao longo do tempo. Muitos desses dispositivos já armazenam histórico, o que facilita o compartilhamento das informações com o médico e melhora a tomada de decisão clínica”, explica.

Indicadores simples ajudam a identificar mudanças no organismo

Além da pressão arterial, outros indicadores básicos podem fornecer pistas importantes sobre o funcionamento do organismo. A medição da temperatura corporal, por exemplo, continua sendo uma das formas mais rápidas de identificar processos infecciosos ou inflamatórios. Em crianças, idosos ou pessoas com imunidade mais baixa, pequenas alterações já podem indicar a necessidade de avaliação médica.

Outro indicador que ganhou visibilidade nos últimos anos é a saturação de oxigênio. O uso de oxímetros domésticos se popularizou após a pandemia e passou a integrar a rotina de pessoas com doenças respiratórias, idosos ou pacientes em recuperação.

“O monitoramento em casa ajuda a diferenciar situações comuns do dia a dia de sinais que realmente precisam de atenção médica. Esse tipo de informação reduz a ansiedade e evita que sintomas importantes sejam ignorados”, afirma Abreu.

O cuidado com a saúde dentro de casa não se limita apenas à medição de indicadores do corpo. O próprio ambiente doméstico também pode influenciar o bem-estar e a qualidade de vida. Em períodos de clima seco ou em regiões com baixa umidade do ar, o controle da umidade pode contribuir para reduzir irritações respiratórias e melhorar a qualidade do sono.

Pequenas mudanças no ambiente e na rotina podem ter impacto significativo na prevenção de problemas respiratórios e no conforto diário.

Outra vantagem do monitoramento doméstico está na qualidade das informações levadas às consultas médicas. Quando o paciente chega ao consultório com registros feitos ao longo do tempo, o profissional de saúde passa a ter um histórico mais detalhado do comportamento de determinados indicadores.

Isso pode contribuir para diagnósticos mais precisos e para decisões clínicas mais rápidas.

“O acompanhamento em casa não substitui o médico, mas melhora muito a qualidade dessa relação. O profissional passa a ter mais contexto sobre o histórico do paciente e consegue tomar decisões com mais segurança”, finaliza Abreu.

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