Minas Gerais reforça prevenção contra arboviroses e gripe
Minas Gerais reforça prevenção contra arboviroses e gripe ao entrar no período sazonal de maior transmissão com investimentos robustos, vigilância ampliada e nova tecnologia na rede pública, anunciou nesta quinta-feira (8/1) o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.
Minas Gerais reforça prevenção contra arboviroses e gripe
O planejamento antecipado concentra esforços entre fevereiro e abril, quando a circulação de arboviroses costuma aumentar. Projeções indicam que o pico da dengue em 2026 ocorrerá em abril, um mês depois de 2025. Desde setembro passado, recursos já são repassados aos municípios para reforçar equipes, fumacê e exames, reduzindo impactos à população.
O eixo central continua sendo a vacinação. Apesar da cobertura ainda abaixo do ideal devido ao número limitado de doses, o Estado aposta na produção de cerca de 20 milhões de vacinas contra a dengue pelo Instituto Butantan, o que deve alterar o cenário até 2027. Em 2025, Minas registrou 118.858 casos confirmados de dengue — queda de 92% na comparação com 2024 —, além de 17.803 registros de chikungunya e 26 de zika.
Para sustentar a tendência de redução, o governo destina anualmente cerca de R$ 210 milhões ao enfrentamento das arboviroses: R$ 23,6 milhões para ações emergenciais, R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais e R$ 47,3 milhões para fortalecer vigilância com drones e ovitrampas.
A mobilização municipal foi potencializada pelo Dia D Minas Unida contra o Aedes, que reuniu 760 cidades em novembro de 2025. Nova edição está marcada para 28/2, integrando o Plano Estadual de Contingência. Orientações diretas à população focam na eliminação de criadouros em domicílios, onde se concentram a maioria dos focos do mosquito.
Além das arboviroses, o Estado intensifica ações contra doenças respiratórias, especialmente a Síndrome Respiratória Aguda Grave. Em 2025, foram 5.010 casos de influenza com 485 óbitos e 803 infecções por vírus sincicial respiratório (VSR), que causaram 13 mortes. O Plano Mineiro de Imunizações, com investimento superior a R$ 105 milhões anuais, inclui a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana; 46.920 já foram imunizadas até janeiro de 2026, garantindo anticorpos aos bebês.

Imagem: Internet
Outra frente é a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe em lactentes e a expansão de mais de R$ 100 milhões em vacimóveis, levando imunobiológicos a áreas vulneráveis. Para ampliar a assistência, o Hospital Infantil João Paulo II poderá abrir sete leitos de UTI pediátrica, 19 de enfermaria, dois consultórios de urgência e oito Unidades de Decisão Clínica, enquanto hospitais do interior receberão recursos para reduzir a dependência de Belo Horizonte.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção combinada de vacinação, controle vetorial e atenção primária é essencial para evitar surtos de dengue.
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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais















