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Minas Gerais devolve animais silvestres a habitat natural

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Minas Gerais devolve animais silvestres a habitat natural

Minas Gerais devolve animais silvestres a habitat natural em média 5 mil vezes por ano, graças à atuação do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e dos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). As unidades recebem cerca de 8 mil animais provenientes de ações de fiscalização, resgates ou entregas voluntárias e, após avaliação e tratamento, buscam recolocar cada exemplar no ambiente onde exerce sua função ecológica.

Atendimento qualificado da chegada à soltura

O fluxo de trabalho inicia-se quando o animal chega ao Cetas ou Cetras, muitas vezes resgatado em áreas urbanas ou retirado de situações de risco. Veterinários, biólogos e tratadores realizam a identificação, o exame clínico e a triagem que define se a soltura pode ser imediata ou se haverá necessidade de reabilitação. O coordenador do Cetras de Divinópolis, Sotero Greco, frisa que “o objetivo final é sempre a soltura”.

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A política pública de conservação operada pelos centros também combate o tráfico de fauna e auxilia na recuperação de espécies ameaçadas. De cada dez animais recebidos, cerca de seis retornam ao habitat após reabilitação, contribuindo diretamente para a manutenção da biodiversidade mineira.

Rede em expansão até 2026

Hoje, Minas Gerais mantém cinco unidades em funcionamento: Cetras de Divinópolis e Patos de Minas, sob gestão exclusiva do Instituto Estadual de Florestas (IEF), e Cetas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros, administrados em parceria com o Ibama. A rede deve ganhar sete novos postos de atendimento. Gouveia e Januária estão em fase final de construção, com inauguração prevista até julho de 2026; Paracatu avança para a reta final das obras, enquanto Uberlândia, Governador Valadares, Lavras e uma segunda unidade em Montes Claros estão em projeto.

Educação ambiental e participação da comunidade

Além dos cuidados clínicos, os centros promovem programas de educação ambiental em escolas e comunidades, destacando os impactos da captura e manutenção irregular da fauna silvestre. A coordenadora do Cetas de Montes Claros, Cilene Barbosa, reforça que a população não deve manter animais silvestres em casa e deve procurar atendimento especializado em caso de resgate ou posse irregular.

Para entregas voluntárias ou denúncias, os cidadãos podem acionar as unidades regionais do IEF ou do Ibama. O apoio da sociedade é considerado decisivo para reduzir o número de animais vítimas do tráfico e ampliar as chances de sucesso na reintrodução.

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Crédito da imagem: Cetas de Belo Horizonte / Divulgação

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