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Mina terrestre: como funciona e por que ainda é usada

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Mina terrestre: como funciona e por que ainda é usada

Mina terrestre é um artefato explosivo enterrado que segue ativo por anos, causando mortes mesmo após o cessar-fogo. Entenda seus mecanismos e a razão de ainda ser empregada em 2024.

Estrutura básica e princípio de ação

A mina terrestre mantém o mesmo conceito desde a Segunda Guerra Mundial: sensor ou gatilho, detonador e carga explosiva. Quando pressão, tração ou magnetismo acionam o gatilho, o detonador dispara e a carga — de TNT, RDX ou similar — explode quase instantaneamente. O custo unitário varia entre US$ 3 e US$ 30, mas o impacto humano é incalculável.

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Principais categorias

Minas antipessoais são compactas, muitas vezes plásticas, e visam incapacitar ou matar pessoas. Modelos como a histórica Bouncing Betty saltam até 50 cm antes da detonação, espalhando estilhaços.

Minas antitanque carregam mais explosivo, exigem pressão de cerca de 100 kg e têm sensores magnéticos ou temporizadores, focando blindados. A TM-46 soviética é referência nesse grupo.

Métodos de ativação modernos

Além do clássico botão de pressão, há fios de tropeço, sensores magnéticos, acionamento remoto e temporizadores. Alguns modelos combinam dois ou mais sistemas para dificultar o desarme.

Instalação e persistência no solo

A colocação pode ser manual, por veículos, aeronaves ou mísseis. Quando o lançamento é aleatório, sem mapeamento, campos inteiros permanecem letais após o conflito. Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 60 países lidam com contaminação por minas; Afganistão, Camboja e Ucrânia estão entre os mais afetados.

Detecção e desativação

Detectores de metal, radares de penetração no solo, cães farejadores, drones térmicos e até microrganismos geneticamente modificados integram o arsenal de busca. A remoção envolve explosões controladas, robôs de desminagem e, em último caso, desarme manual realizado por equipes especializadas.

Por que ainda são usadas?

Baixo custo, facilidade de produção e eficácia defensiva explicam a permanência da arma, apesar do Tratado de Ottawa, assinado por mais de 160 nações. Países com grandes arsenais, como Estados Unidos, Rússia e China, não aderiram integralmente, mantendo o uso estratégico em fronteiras e zonas de conflito.

Conscientizar sobre o perigo das minas é essencial. Continue acompanhando a editoria Brasil no Minas Informa para atualizações sobre segurança internacional.

Crédito da imagem: Danilo Oliveira/ImageFX

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