Mercado Livre frustra lucro, mas receita supera projeções
Mercado Livre frustra lucro, mas receita supera projeções. A companhia reportou queda de 12,5% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025, totalizando US$ 559 milhões, valor inferior aos US$ 587 milhões estimados pelos analistas, enquanto a receita disparou 45% na comparação anual, alcançando US$ 8,8 bilhões.
Investimentos comprimem margens, mas impulsionam crescimento
Segundo Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Relações com Investidores, o recuo do lucro decorre da estratégia de longo prazo que intensificou desembolsos em logística, crédito e frete grátis. Entre as iniciativas, destacam-se a emissão de mais cartões de crédito, que eleva provisões, e o fortalecimento do modelo 1P, no qual o marketplace vende diretamente ao cliente.
Brasil e México lideram avanço do GMV
O volume bruto de mercadorias (GMV) avançou 35% em moeda constante, impulsionado sobretudo pelos mercados brasileiro e mexicano. O lucro operacional (EBIT) somou US$ 889 milhões, praticamente em linha com os US$ 891 milhões projetados, mas a margem EBIT recuou de 13,5% para 10,1%.
Carteira de crédito cresce 90%
A carteira de crédito do Mercado Livre atingiu US$ 12,5 bilhões, salto de 90% ano a ano, enquanto a inadimplência entre 15 e 90 dias ficou em 7,6%, ligeiramente acima dos 7,4% do mesmo período de 2024. Já o volume processado pela adquirente Mercado Pago expandiu 40%.
Reação do mercado
No after-market da Nasdaq, as ações MELI subiam 2,8%, cotadas a US$ 1.978, dando continuidade ao ganho de 3% observado no pregão regular. Analistas seguem debatendo quando a rentabilidade voltará a se expandir, mas a administração reforça que o comércio eletrônico na região “ainda está nos primeiros 15 minutos do jogo”.

Imagem: Reuters
Os dados completos podem ser conferidos na cobertura da agência Reuters, referência global em informações financeiras.
Quer entender como outros gigantes estão ajustando estratégias? Acesse nossa editoria de Brasil e continue acompanhando as últimas análises de mercado.
Crédito da imagem: Divulgação/Reuters















