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Medicina no SUS: a união essencial entre técnica, humanidade e cuidado para os mais vulneráveis

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A prática médica no SUS vai além do conhecimento técnico

O Sistema Único de Saúde (SUS) representa um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma grande conquista da saúde pública no Brasil. Mais do que oferecer acesso universal, o SUS é palco onde a medicina se manifesta em sua forma mais completa, envolvendo não apenas o domínio técnico, mas também uma profunda conexão humana. Nesta perspectiva, profissionais como o médico Marco Orsini, coordenador do Centro de Estudos Niterói D’Or, e o médico Marco Antonio Araújo Leite trazem reflexões importantes a respeito do papel do médico no sistema público.

Segundo eles, o atendimento no SUS exige uma escuta ativa, presença genuína e a capacidade de compreender a complexidade da vida dos pacientes, que muitas vezes vivem em condições de vulnerabilidade social e econômica. A medicina, portanto, não pode se limitar apenas a exames e diagnósticos. Ela deve abraçar a dimensão humana como parte fundamental do cuidado.

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Desafios e aprendizados na relação com pacientes

Atuar no SUS significa lidar diariamente com realidades que exigem sensibilidade e resiliência. O contato com pessoas que enfrentam diversas formas de exclusão social, falta de acesso a recursos básicos e múltiplas doenças coloca o médico diante de uma tarefa complexa e desafiadora. Para Orsini e Leite, o diferencial está no compromisso ético e na empatia.

O médico precisa, antes de tudo, ser um ouvinte atento. Esse comportamento não só ajuda a compreender melhor o quadro clínico, mas também fortalece a confiança entre paciente e profissional. A relação construída nesse contexto contribui para melhores resultados no tratamento e para a humanização da saúde pública. Esse é um ponto que merece destaque, pois muitas vezes o SUS é erroneamente visto apenas como um sistema de baixa qualidade técnica, quando, na verdade, o diferencial está na capacidade de cuidar integralmente.

Valores e impactos para o futuro da saúde pública

O modelo de atendimento que une conhecimento técnico e humanidade, como defendem Orsini e Leite, tem potencial para influenciar positivamente todo o sistema de saúde brasileiro. Essa abordagem promove um olhar mais atento às necessidades reais da população, especialmente dos mais vulneráveis, e reforça a importância de políticas públicas que valorizem os profissionais e garantam recursos adequados.

Além disso, essa postura pode servir de inspiração para outras áreas da saúde, incentivando a formação de profissionais mais preparados para lidar não só com doenças, mas também com o contexto social dos pacientes. A humanização no SUS representa, portanto, um caminho para a construção de um sistema mais justo e eficiente.

“O cuidado no SUS não é apenas sobre medicamentos ou procedimentos, mas sobre ouvir e compreender a pessoa por trás da doença.” — reflexão compartilhada por Marco Orsini e Marco Antonio Araújo Leite

Conclusão: por que a medicina humanizada no SUS é essencial

O trabalho dos profissionais que atuam no SUS, como os médicos Orsini e Leite, revela que o verdadeiro desafio da medicina pública está na integração entre técnica e humanidade. Essa combinação é fundamental para alcançar um atendimento de qualidade que respeite a dignidade e as necessidades dos pacientes em situação de risco.

Investir nesse modelo significa fortalecer a saúde pública no país e garantir que o SUS cumpra sua missão de ser um sistema universal, equitativo e eficiente. Afinal, a medicina que escuta e cuida com empatia transforma realidades e salva vidas.

Para quem deseja entender melhor os desafios e avanços da saúde pública no Brasil, vale a pena conferir também as propostas recentes de Gabriel Azevedo para o SUS em Minas nos primeiros 100 dias.

Referência: www.em.com.br

Revisado em 17 de setembro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.

Fontes consultadas: www.em.com.br

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