Marte gira mais rápido devido a anomalia subterrânea
Marte gira mais rápido devido a anomalia subterrânea apontam medições comparativas de sondas que mostram encurtamento de 70 microssegundos por ano no dia marciano, resultado de uma grande massa menos densa que se desloca sob a crosta.
Marte gira mais rápido devido a anomalia subterrânea
O novo estudo, publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, utilizou dados sísmicos e gravitacionais enviados pela missão InSight, da NASA, para decifrar processos internos no Planeta Vermelho. Liderada por Bart Root, da Universidade de Tecnologia de Delft, a equipe simulou o interior marciano e identificou uma pluma de massa negativa situada no manto, abaixo da província vulcânica de Tharsis, região com 6 000 km de extensão que reúne alguns dos maiores vulcões do Sistema Solar.
Essa pluma atua como um “lastro ao contrário”: ao subir, força material mais denso a descer em direção ao equador, aproximando-o do eixo de rotação e, assim, acelerando a velocidade com que o planeta completa uma volta. O fenômeno é comparado pelos cientistas a alguém girando em uma cadeira e recolhendo pesos para o centro do corpo.
Além de justificar a rotação acelerada, o deslocamento de material quente sugere que Marte conserva mais calor interno do que se estimava para planetas rochosos de tamanho reduzido. Isso pode significar episódios renovados de vulcanismo, já que bolsas de magma tenderiam a perfurar a litosfera de 500 km de espessura.
As descobertas questionam a ideia de que mundos pequenos esfriam rápido e se tornam geologicamente inativos. “Se a energia ainda move o manto marciano, é plausível que outros corpos, como Mercúrio ou luas rochosas, mantenham atividade por mais tempo”, explicou Root em entrevista ao LiveScience.

Imagem: NASA
Comparações entre registros das sondas Viking (década de 1970) e InSight revelaram o mesmo padrão de encurtamento do dia, reforçando a ligação entre a anomalia de massa e a rotação. A equipe agora planeja integrar dados orbitais de alta resolução para refinar a modelagem.
O avanço aprofunda o conhecimento sobre a evolução térmica de Marte e alimenta futuras missões em busca de sinais de vulcanismo recente. Para acompanhar outras pesquisas espaciais, visite a editoria de ciência no Minas Informa e continue explorando o universo conosco.
Crédito da imagem: NASA















