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Maria Corina Machado ganha Nobel da Paz e desafia Maduro

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Maria Corina Machado ganha Nobel da Paz e desafia Maduro

Maria Corina Machado ganha Nobel da Paz e desafia Maduro ao ser reconhecida nesta sexta-feira (4) como símbolo da resistência democrática na Venezuela, mesmo vivendo na clandestinidade há quase um ano.

Maria Corina Machado ganha Nobel da Paz e desafia Maduro

A líder opositora, de 58 anos, tornou-se a 20ª mulher a receber o Nobel da Paz, anunciado pelo Comitê Norueguês em Oslo. Segundo o presidente do colegiado, Jørgen Watne Frydnes, Machado “mantém acesa a chama da democracia em meio à crescente escuridão” provocada pelo governo de Nicolás Maduro.

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Frydnes lembrou que, no último ano, a ex-candidata presidencial foi forçada a se esconder após sofrer ameaças de morte. Mesmo assim, decidiu permanecer no país, inspirando “milhões de venezuelanos” a continuar a lutar por mudanças pacíficas. A premiação, destacou ele, valoriza defensores da liberdade que se levantam contra regimes autoritários.

De Madrid, o aliado Edmundo González, exilado na Espanha, comemorou o prêmio como “justíssimo reconhecimento” à luta do povo venezuelano. Em vídeo publicado na rede X, ele parabenizou Machado, que respondeu estar “em choque” e considerar a honraria um tributo coletivo: “Estamos muito perto de conquistar a liberdade para nosso país”.

A trajetória de Machado tem sido marcada por sucessivas tentativas de neutralização política. Desqualificada pelo Conselho Nacional Eleitoral antes da eleição presidencial de 2023, ela foi substituída por González, que também acabou alvo de mandado de prisão e deixou o país. Organizações como o Foro Penal contabilizam mais de 800 presos políticos atualmente, entre eles colaboradores diretos da opositora.

O governo Maduro ainda não comentou a premiação. Nas ruas de Caracas, a notícia gerou surpresa e esperança. “Ela merece”, disse a auxiliar administrativa Sandra Martínez, de 32 anos, enquanto aguardava o ônibus para o trabalho.

Machado já figurava na lista das 100 pessoas mais influentes da revista Time deste ano, onde foi definida pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como “Dama de Ferro venezuelana”. O Nobel reforça seu perfil internacional e aumenta a pressão sobre Caracas por eleições livres, como apontam analistas citados pela BBC.

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Crédito da imagem: Global News

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