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Macron reconduz Lecornu ao cargo de primeiro-ministro

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Macron reconduz Lecornu ao cargo de primeiro-ministro

Macron reconduz Lecornu ao cargo de primeiro-ministro após a renúncia do político, ocorrida há poucos dias, e tenta recompor apoio parlamentar para aprovar o orçamento de 2026 em meio à pior crise política francesa em décadas.

Macron reconduz Lecornu ao cargo de primeiro-ministro

O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou nesta sexta-feira (11) o retorno de Sébastien Lecornu à chefia do governo, apenas 27 dias depois de o premiê ter renunciado. A decisão provocou reação imediata dos partidos de extrema-direita e extrema-esquerda, que classificaram a recondução como “humilhação para o povo francês” e prometeram votar contra o novo gabinete.

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Macron aposta que Lecornu conseguirá negociar, em um Parlamento fragmentado, os votos necessários para aprovar o orçamento de 2026 até o fim do ano. A tarefa é urgente: caso o texto não avance, o Palácio do Eliseu pode recorrer a medidas de emergência para manter o Estado funcionando.

Em mensagem publicada na rede X, Lecornu afirmou aceitar “por dever de ofício” a missão de pôr fim à instabilidade e entregar um orçamento “responsável”, alertando que quem integrar o governo deverá abdicar de ambições para a corrida presidencial de 2027. Ele prometeu um gabinete com “renovação e diversidade”.

De acordo com a agência Reuters, o governador do Banco Central francês, François Villeroy de Galhau, estimou que a incerteza atual já tira 0,2 ponto percentual do PIB. As negociações esbarram na pressão da esquerda para revogar a reforma da Previdência de 2023 e taxar grandes fortunas, propostas rejeitadas por conservadores cujo apoio é vital.

Na tentativa de quebrar o impasse, Macron ofereceu adiar em um ano, para 2028, o aumento da idade mínima de aposentadoria para 64 anos — gesto considerado insuficiente pelos verdes e socialistas. Líderes oposicionistas também cobram novas eleições legislativas, mas o presidente resiste à ideia.

Enquanto governistas montam a nova equipe, Jordan Bardella, do Reunião Nacional, reiterou no X que o “governo Lecornu 2” é “piada de mau gosto”. A recondução é o terceiro rearranjo de gabinete em 12 meses, reflexo da dificuldade de Macron para formar maiorias estáveis desde que perdeu a maioria absoluta em 2022.

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Crédito da imagem: REUTERS/Stephanie Lecocq/Pool

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