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Lula reage à carta de Flávio e repudia tarifaço dos EUA

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Lula reage à carta de Flávio e repudia tarifaço dos EUA

Lula reage à carta de Flávio e repudia tarifaço dos EUA foi a posição firmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar o documento enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no qual o parlamentar solicita o adiamento da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Lula reage à carta de Flávio e repudia tarifaço dos EUA

Em publicação na rede X nesta quinta-feira (2), Lula classificou o apelo de Flávio como “inaceitável entreguismo” e acusou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar submeter o Brasil aos interesses norte-americanos. “Nós sempre vamos dialogar de igual para igual com qualquer nação do mundo”, escreveu.

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O presidente também chamou o pedido de “mais uma atitude de traidores da Pátria”, lembrando que a tarifa de 25% foi sugerida pelos EUA sob alegação de práticas comerciais desleais. Para Lula, não existe justificativa para o chamado “tarifaço” nem antes nem depois das eleições presidenciais de 2026.

Na mesma mensagem, o chefe do Executivo atribuiu à gestão Bolsonaro o início da crise tarifária e afirmou que a soberania brasileira “é inegociável”. Ele ainda criticou a defesa, por parte de Flávio, de um eventual fim do Mercosul, bloco que, segundo Lula, acaba de fechar “acordo histórico” com a União Europeia.

Lula mencionou ainda a suposta intenção da família Bolsonaro de “ceder o Pix aos Estados Unidos”, dizendo que a ferramenta de pagamentos instantâneos é “conquista do Brasil” e não será negociada.

Já a carta de Flávio argumenta que a taxação tramita de forma politizada e sustenta haver autoridades ligadas ao governo envolvidas no caso Banco Master, omitindo, porém, a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi entregue ao USTR juntamente com reportagens de apoio.

Para contextualizar o tema, a agência Reuters ressalta que o aumento tarifário norte-americano afeta especialmente aço, alumínio e derivados brasileiros, representando bilhões em exportações.

O Palácio do Planalto não indicou, até o momento, medidas retaliatórias, mas informou que aciona canais diplomáticos para evitar perdas ao comércio exterior.

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Crédito da imagem: REUTERS/Adriano Machado

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