Lula discute tarifas com Trump e cooperação contra crime
Lula discute tarifas com Trump e cooperação contra crime em uma ligação de 40 minutos nesta terça-feira (2), considerada “muito produtiva” pelo Palácio do Planalto.
Lula discute tarifas com Trump e cooperação contra crime
Durante a conversa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a Donald Trump pela remoção da tarifa adicional de 40% que incidia sobre carne, café e frutas brasileiras. Segundo nota oficial, Lula ressaltou que “outros produtos ainda seguem tarifados” e solicitou agilidade nas negociações para ampliar o acesso de bens nacionais ao mercado norte-americano.
Falando a repórteres na Casa Branca, Trump confirmou o teor comercial do diálogo e mencionou “sanções”, referência às medidas adotadas por Washington contra autoridades brasileiras ligadas ao processo criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder norte-americano disse ter tido “uma ótima conversa” com Lula e avaliou positivamente o avanço bilateral no comércio.
A cooperação no combate ao crime organizado internacional foi o segundo ponto central. Lula relatou operações recentes que visam estrangular financeiramente facções brasileiras e alertou para ramificações que utilizam contas nos Estados Unidos para lavagem de dinheiro. Trump declarou “total disposição” em colaborar e prometeu apoio a ações conjuntas.
Fontes ligadas às tratativas afirmam que o tema surgiu após autoridades nacionais detectarem uso de empresas registradas em Delaware para ocultar recursos ilícitos. No mês passado, a Operação Poço de Lobato, que apura fraude tributária bilionária na refinaria Refit, já havia revelado esse mecanismo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, defendem cooperação com os EUA para rastrear fluxos financeiros e impedir a entrada de peças de armamentos que chegam escondidas em cargas comerciais.

Imagem: Reuters
Lula e Trump concordaram em retomar o contato “em breve” para avaliar o progresso das iniciativas conjuntas, sinalizando uma fase de alinhamento pragmático entre Brasília e Washington.
Detalhes adicionais sobre o telefonema foram divulgados pela agência Reuters, considerada referência internacional em cobertura política.
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Crédito da imagem: REUTERS/Evelyn Hockstein















