Lula cobra Trump sobre tarifas dos EUA a produtos brasileiros
Lula cobra Trump sobre tarifas dos EUA a produtos brasileiros em uma ligação de 30 minutos na qual o presidente do Brasil solicitou que o ex-presidente norte-americano retire o imposto de 40% aplicado às exportações brasileiras e revogue sanções contra autoridades do País.
Lula cobra Trump sobre tarifas dos EUA a produtos brasileiros
Tarifas dos EUA foram o ponto central da conversa telefônica realizada nesta segunda-feira (data exata não divulgada). Segundo nota oficial do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Donald Trump o fim da sobretaxa imposta a diversos bens nacionais e das restrições adotadas sob a Lei Magnitsky contra membros do Judiciário brasileiro.
O governo destacou que o diálogo teve tom “amistoso” e que ambos concordaram em estabelecer uma linha direta de contato, trocando números de telefone pessoais. Lula ainda propôs um encontro presencial durante a Cúpula da ASEAN, na Malásia, e se disse disposto a viajar aos Estados Unidos.
Em publicação nas redes sociais, Trump classificou a chamada como “muito boa” e ressaltou que o foco foi a relação econômica e comercial. “Teremos novas discussões e nos reuniremos em breve, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos”, escreveu.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou o resultado “positivo”. O vice-presidente Geraldo Alckmin foi além: “Melhor do que o esperado”, afirmou, demonstrando otimismo com o avanço das tratativas.
O mercado brasileiro acompanha de perto o tema desde que, em decisão anterior, Trump elevou a tarifação mínima de 10% para 40% em exportações estratégicas, resultando num encargo total de 50%. A ação foi justificadamente ligada, pelo norte-americano, a processos judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe após perder as eleições de 2022 para Lula.
Imagem: Lisandra Paraguassu
A administração Trump também havia sancionado o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e revogado vistos de seis altos funcionários, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias. Para Lula, tais medidas são “unilaterais e arbitrárias”, como declarou na Assembleia-Geral da ONU em setembro.
Analistas veem a reaproximação como passo essencial para reduzir custos de exportação e destravar investimentos. De acordo com a agência Reuters, o Brasil figura entre os países mais impactados por barreiras tarifárias impostas nos últimos anos pelos Estados Unidos.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















