Lula acelera definição de candidaturas estaduais
Lula acelera definição de candidaturas estaduais numa tentativa de garantir palanques competitivos antes da abertura da janela partidária de abril, quando deputados e senadores podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato.
Lula acelera definição de candidaturas estaduais
Com a direita mais articulada e ainda sem nomes oficiais, o presidente tem pressa para costurar apoios regionais que sustentem seu projeto de reeleição em 2026. A preocupação maior está em Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral do país e fundamental para qualquer campanha presidencial.
No estado, nenhuma candidatura ao governo ou ao Senado foi sacramentada. O principal foco recai sobre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O senador deve anunciar seus planos nos próximos dias, movimento aguardado com ansiedade pela cúpula do PT. O silêncio de Pacheco, segundo interlocutores, trava negociações e atrasa a montagem da chapa governista.
Enquanto isso, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil continua no radar, mas perde terreno para um novo nome: a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart. Com mandato à frente da instituição até março, Goulart desponta como “plano B” petista e teria o aval de setores acadêmicos e progressistas.
Analistas políticos lembram que Minas costuma definir eleições nacionais. Em 2022, Lula venceu no estado por margem curta, mas considerável. “A definição de palanque em Minas é estratégica para o Planalto”, afirmou um cientista político ouvido pelo jornal Folha de S.Paulo, reforçando a importância da pressa presidencial.
Além de Minas, lideranças do PT monitoram estados do Nordeste, onde a base aliada é sólida, mas carece de candidaturas únicas para evitar dispersão de votos. A ordem interna é concluir as conversas principais até março, permitindo que a janela de abril sirva apenas para ajustes finais.

Imagem: Internet
Nos bastidores, dirigentes admitem que a demora na formação dos palanques pode favorecer adversários, que já organizam frentes unificadas. Com a aproximação do prazo, Lula intensifica reuniões no Palácio do Planalto e delega missões específicas a ministros políticos.
Se Pacheco optar pela reeleição ao Senado e não pelo governo, cresce a chance de Kalil ou Goulart encabeçarem a chapa estadual. A definição dos nomes, porém, depende de pesquisas internas que medem a capacidade de transferência de votos do presidente.
Para acompanhar a evolução dessas negociações e entender como elas impactam o cenário nacional, confira outras análises em nossa editoria de Brasil.
Crédito da imagem: Paulo Cesar Magella















