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LNG Canada eleva produção e exportações para a Ásia

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LNG Canada eleva produção e exportações para a Ásia

LNG Canada eleva produção e exportações para a Ásia, registrando cinco embarques nos primeiros 11 dias de março e sinalizando operação próxima à capacidade total, mostram dados da LSEG.

LNG Canada eleva produção e exportações para a Ásia

Aceleração da produção em ritmo recorde

Localizado em Kitimat, Colúmbia Britânica, o projeto liderado pela Shell entrou em operação em junho de 2025 e já movimenta o mercado global de gás natural liquefeito (GNL). Nos primeiros dias de março, a planta carregou mais de 400 mil toneladas – mais da metade do volume de fevereiro inteiro – e um sexto carregamento deve zarpar ainda esta semana.

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Destino dos carregamentos e capacidade instalada

Todas as cargas partiram rumo à Ásia: duas para o Japão, duas para a Coreia do Sul e uma para as Filipinas. A planta opera perto de seu limite de 14 milhões de toneladas métricas por ano, o que equivale a pouco menos de 1,2 milhão de toneladas mensais.

Contexto geopolítico pressiona oferta de GNL

A escalada da guerra no Irã interrompeu o fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz e forçou o Catar – responsável por cerca de 20% do GNL comercializado no mundo – a declarar force majeure. Segundo a Agência Internacional de Energia, o rearranjo logístico pressiona preços e faz compradores asiáticos buscar alternativas rápidas, beneficiando projetos com acesso direto ao Pacífico, como o canadense.

Desafios operacionais e reação do mercado interno

Mesmo enfrentando ajustes iniciais, a planta vem elevando gradualmente a produção desde janeiro. Produtoras canadenses, que aumentaram a oferta na expectativa da entrada em operação do terminal, sofreram queda nos preços domésticos quando a demanda não cresceu na mesma velocidade. Agora, com o avanço rumo à capacidade plena, o cenário muda: o preço spot no hub AECO ronda US$ 2 por milhão de BTU, ainda US$ 1,25 abaixo do benchmark Henry Hub, mas sinaliza recuperação.

Perspectivas para os próximos meses

Analistas da RBN Energy preveem que o consórcio continuará intensificando as remessas para aproveitar o prêmio de preço da Ásia. Para o CEO da Advantage Energy, Mike Belenkie, o terminal operou “muito próximo” do limite nas últimas duas semanas, indicando que o pico de capacidade pode ser alcançado já no segundo trimestre.

Com o avanço do GNL canadense, investidores e autoridades acompanham de perto os impactos nos preços domésticos e na segurança energética global. Para saber como o tema repercute no cenário nacional, confira também a cobertura em nossa editoria Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Global News

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