Um dos crimes mais icônicos dos EUA volta às telas
Em outubro de 2026, a Netflix lançou a quarta temporada da série antológica Monstro: a história de Lizzie Borden, que revisita um dos casos criminais mais intrigantes dos Estados Unidos. A produção traz a jovem atriz Ella Beatty, conhecida por sua participação em Feud: Capote vs. the Swans (2024), no papel principal. A série se destaca por sua abordagem detalhada e atmosférica, que traz à tona o contexto social e psicológico por trás do crime, conquistando um público fiel e consolidando-se entre as mais assistidas da plataforma.
Quem foi Lizzie Borden e por que seu caso fascina até hoje
Lizzie Borden é uma figura histórica envolta em mistério e controvérsia. Ela foi acusada, em 1892, de assassinar seu pai e sua madrasta com um machado em Fall River, Massachusetts. Apesar de ser absolvida no julgamento, o caso permanece um ícone da cultura americana, alimentando debates e inspirações artísticas até hoje. A combinação de elementos como a suspeita, a intriga familiar e a ausência de condenação formam o que muitos consideram um dos maiores mistérios criminais da história dos EUA.
O interesse contínuo pelo caso se deve, em parte, à complexidade psicológica de Lizzie e à sociedade da época, marcada por rígidos padrões de gênero e moralidade, que influenciaram a percepção pública e o desenrolar do processo. A série da Netflix, ao reimaginar a narrativa, oferece uma oportunidade para o público contemporâneo refletir sobre esses aspectos e entender as nuances por trás do julgamento histórico.
Contexto da série e análise do impacto cultural
A série Monstro já abordou outros casos emblemáticos, como o de Jeffrey Dahmer, os irmãos Menéndez e Ed Gein, consolidando-se como um projeto audiovisual de referência no gênero true crime. A escolha de Lizzie Borden para a quarta temporada acrescenta um olhar feminino e histórico à coleção, ampliando o escopo e a diversidade dos temas explorados.
Além do entretenimento, essas produções exercem influência significativa na forma como o público compreende crimes reais e seus desdobramentos sociais. A série oferece uma plataforma para revisitar o passado com uma lente crítica, questionando narrativas estabelecidas e destacando as construções sociais que moldam a justiça e a percepção pública.
O protagonismo de Ella Beatty representa também uma aposta em novos talentos, o que pode trazer frescor e autenticidade à dramatização. Essa combinação contribui para o sucesso da série, que permanece entre as mais vistas do serviço de streaming.
Reflexões sobre a popularidade do true crime e suas consequências
O interesse crescente por séries de true crime, como Monstro, sinaliza uma curiosidade social sobre o comportamento humano, as falhas do sistema judicial e as histórias por trás dos crimes. Enquanto isso proporciona entretenimento e aprendizado, também levanta questões éticas, como a sensacionalização da violência e o impacto nas famílias reais envolvidas.
É fundamental que produções desse tipo busquem um equilíbrio entre fidelidade histórica e dramatização, respeitando as vítimas e promovendo debates construtivos. A série sobre Lizzie Borden, ao focar em uma personagem feminina complexa e pouco compreendida, ajuda a aprofundar a discussão sobre gênero, poder e justiça.
Para quem se interessa por histórias reais e seus desdobramentos, a nova temporada de Monstro promete uma experiência rica e provocativa. É uma oportunidade de revisitar um capítulo emblemático da história americana e, ao mesmo tempo, refletir sobre as narrativas que moldam nossa compreensão do crime e da punição.
Se você gosta de narrativas que exploram personagens reais e suas histórias complexas, confira também nosso artigo sobre motivos para entender a oposição dos EUA ao Pix e seu impacto no mercado financeiro, que traz outra perspectiva sobre as relações internacionais e influências culturais.
Referência: www.em.com.br
Revisado em 9 de outubro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.
Fontes consultadas: www.em.com.br

















