Licença do Ibama libera Petrobras na Margem Equatorial
Licença do Ibama garante à Petrobras o início imediato da perfuração exploratória no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial, região apontada como o “novo pré-sal” do norte do país.
Operação começa em águas profundas do Amapá
A sonda já está posicionada a 175 quilômetros da costa do Amapá e a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A fase inicial de perfuração, estimada em cinco meses, buscará informações geológicas para definir a viabilidade econômica de petróleo e gás. A estatal frisa que não há produção nessa etapa.
Processo de licenciamento foi considerado rigoroso
Segundo a Petrobras, todos os requisitos ambientais foram atendidos após cinco anos de diálogo com órgãos federais, estaduais e municipais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirma que a licença só foi emitida após Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), três audiências públicas, 65 reuniões técnicas e a Avaliação Pré-Operacional (APO), que mobilizou mais de 400 pessoas.
Entre as exigências adicionais, destaca-se a construção de um novo centro de atendimento à fauna em Oiapoque (AP), complementando a estrutura existente em Belém. Para a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a autorização representa “conquista da sociedade brasileira” e prova a robustez dos protocolos de proteção ambiental.
Ambientalistas prometem contestar na Justiça
Entidades como o Observatório do Clima classificam a decisão como “sabotagem” à agenda climática e planejam judicializar o caso às vésperas da COP-30, que ocorrerá em Belém. Para a ex-presidente do Ibama Suely Araújo, a medida contraria o compromisso do Brasil de reduzir combustíveis fósseis. O climatologista Carlos Nobre reforça que a Amazônia se aproxima do ponto de não retorno e defende o abandono da exploração de petróleo na região.
Imagem: Internet
Com a licença concedida, a Petrobras inicia perfuração sob elevado escrutínio público. Acompanhe nossos próximos conteúdos para entender os desdobramentos dessa operação e outros assuntos de energia e meio ambiente.
Crédito da imagem: Tribuna















