Lesões de Léo Duarte acendem alerta físico no Atlético
Lesões de Léo Duarte acendem alerta físico no Atlético logo após o zagueiro ser oficializado como substituto de Junior Alonso, segundo o CEO alvinegro Pedro Daniel. A primeira baixa, uma lesão na parte posterior da coxa direita, ocorreu ainda no treino de 15/7 e tirou o defensor do jogo-treino contra o Betim.
Lesões de Léo Duarte acendem alerta físico no Atlético
Contratado junto ao Istanbul Basaksehir, o ex-flamenguista chega aos 29 anos com a missão de ocupar o espaço deixado pelo paraguaio Júnior Alonso, referência de regularidade no Galo. O problema é que o histórico médico de ambos é diametralmente oposto.
Levantamento do Transfermarkt indica que, desde 2019, Léo Duarte ficou fora de 64 partidas — um total de 439 dias — por diferentes contusões, incluindo duas cirurgias no tornozelo e diversas lesões musculares. Na temporada europeia passada, o defensor perdeu oito jogos; em 2024/25, foram nove.
Alonso, hoje com 33 anos, fez o caminho inverso. No mesmo período, o paraguaio desfalcou o Atlético em apenas quatro compromissos, somando pouco mais de dez dias de ausência. Mesmo convocado regularmente para a seleção de seu país, ele atuou em 70 partidas em 2025 — o maior número de minutos no mundo, segundo o CIES — e em 61 jogos em 2021.
O contraste preocupa a comissão técnica alvinegra, sobretudo diante do calendário brasileiro, que impõe viagens longas e jogos a cada três dias. Enquanto Léo nunca ultrapassou 45 partidas numa temporada europeia, Alonso mostrou-se capaz de suportar maratonas domésticas e internacionais sem perdas físicas significativas.
Internamente, o clube admite que o reforço precisará de acompanhamento preventivo. Além do trabalho fisiológico individualizado, o Atlético estuda gerenciar a carga de minutos do novo camisa 6 para evitar recaídas, principalmente em períodos que antecedem confrontos decisivos de Copa e Brasileirão.

Imagem: Edesio Ferreira e Alexandre Guzanshe
Apesar da diferença etária de quatro anos — Léo tem 29, Alonso 33 — os números contrariaram a lógica: o veterano exibiu menor propensão a lesões que o recém-chegado. Para setores do clube, a estatística reforça a importância de um elenco numeroso e de alternativas táticas caso o brasileiro volte ao departamento médico.
No curto prazo, a expectativa da comissão é reavaliar o zagueiro semana a semana. Se não houver intercorrências, Léo Duarte poderá estrear ainda em julho, mas a palavra de ordem é cautela: a diretoria não quer correr riscos de perder seu investimento em meio às fases decisivas da temporada.
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Crédito da imagem: Edesio Ferreira e Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press















