Lajes corporativas desaceleram mas mantêm recuperação em SP
Lajes corporativas desaceleram mas mantêm recuperação em SP abre o balanço do terceiro trimestre de 2025: o segmento de escritórios de alto padrão em São Paulo registrou absorção líquida de 54,2 mil m², volume menor que os 93 mil m² do trimestre anterior, segundo relatório do BTG Pactual.
Lajes corporativas desaceleram mas mantêm recuperação em SP
Apesar da freada, o mercado segue em trajetória positiva. A taxa de vacância caiu de 16,6% para 15,9%, reforçando a retomada gradual da ocupação. Já o preço médio pedido avançou 3,1%, atingindo R$ 119 por metro quadrado, impulsionado por áreas como Pinheiros, onde os valores subiram 7,6%, e Chucri Zaidan, com alta de 5,9%.
O BTG atribui o resultado mais moderado a uma maior seletividade por parte dos inquilinos e a devoluções pontuais em regiões consideradas prime. Mesmo assim, trechos como Paulista e Chácara Santo Antônio lideraram a demanda, com absorções de 7,3 mil m² e 14,2 mil m², respectivamente. Na Chácara Santo Antônio, a vacância recuou seis pontos percentuais, para 33,6%, sinalizando o chamado flight-to-cost, movimento de migração para áreas com aluguel mais competitivo.
A Avenida Faria Lima, após sucessivos trimestres de valorização, apresentou absorção líquida negativa de 1,1 mil m², vacância ligeiramente maior (de 8,7% para 9,3%) e queda de 2% nos preços pedidos. O BTG classifica o recuo como acomodação natural depois de fortes altas.
Para o quarto trimestre, o banco projeta fundamentos ainda saudáveis, embora com ritmo de absorção mais contido. Regiões prime devem permanecer estáveis, enquanto zonas fora do eixo principal devem continuar atraindo empresas em busca de custos menores.
Imagem: divulgação
O relatório completo pode ser consultado no site do BTG Pactual, que detalha cenários de preço e vacância por submercado da capital.
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Crédito da imagem: ckstockphoto















