Tribunal inglês mantém escritório principal em ação bilionária da tragédia de mariana
O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 na Mariana, Minas Gerais, deixou cicatrizes profundas para mais de 400 mil pessoas e comunidades afetadas. Cinco anos depois, a luta por reparação judicial segue intensa, especialmente no âmbito internacional. Nesta segunda-feira (12/10), o Tribunal Superior da Inglaterra decidiu manter o escritório de advocacia Pogust Goodhead (atual PGMBM) como representante legal das vítimas na ação bilionária contra os responsáveis pela catástrofe. A tentativa de substituir esse escritório pelo Bailey Glasser International foi negada, reforçando a continuidade dos trabalhos jurídicos com o escritório atual.
Entenda o contexto jurídico da ação internacional
O rompimento da barragem da mineradora Samarco provocou uma das maiores tragédias ambientais do Brasil, com impactos ambientais, sociais e econômicos que reverberam até hoje. Diante da complexidade e do alcance das consequências, além das ações judiciais no Brasil, as vítimas também buscaram reparação por meio da justiça inglesa, dada a presença de multinacionais envolvidas e a possibilidade de ordens judiciais mais abrangentes.
O escritório Pogust Goodhead foi inicialmente contratado para coordenar essa ação coletiva no Reino Unido. No entanto, em 2026, parte do Comitê de Clientes, que representa essas vítimas, tentou rescindir unilateralmente o contrato com o PGMBM, visando substituir o escritório pelo Bailey Glasser International. O argumento central era a insatisfação com a condução do processo e a busca por uma estratégia diferente para acelerar os resultados.
O Tribunal Superior da Inglaterra, entretanto, interpretou que o Comitê não detém poderes legais para fazer essa troca sozinho. A decisão destacou que a relação contratual com o escritório é coletiva e que não cabe a um grupo específico decidir pela substituição sem consenso geral ou autorização judicial. Assim, o PGMBM permanece à frente da ação.
Análise dos impactos e perspectivas para as vítimas
Essa decisão judicial tem repercussão significativa para as mais de 400 mil vítimas do desastre. Manter a continuidade do escritório PGMBM significa preservar a estratégia jurídica que vem sendo construída ao longo dos anos, garantindo uma linha de atuação coerente e estável. Trocas abruptas de representação poderiam atrasar ainda mais o andamento do processo, já marcado por sua complexidade.
Por outro lado, a tentativa de troca indicava um sentimento de insatisfação e impaciência entre os atingidos, que clamam por respostas e reparação efetiva. Essa tensão demonstra o desafio de gerir uma ação coletiva de grande porte, com interesses e expectativas diversas. Para os advogados, a decisão reforça a importância da confiança e da comunicação transparente durante todo o processo.
Além disso, a manutenção do escritório PGMBM no caso pode ser vista como uma vitória da segurança jurídica, evitando a instabilidade que pode prejudicar uma demanda com alto potencial financeiro e impacto social. Em última análise, o foco permanece na busca por justiça e reparação para os afetados, que aguardam desfechos concretos.
Conclusão
O Tribunal Superior da Inglaterra serviu como palco de uma decisão crucial para o futuro da ação judicial envolvendo a tragédia de Mariana. Ao negar a troca de advogados, o tribunal assegura a continuidade do trabalho do escritório Pogust Goodhead, agora PGMBM, e reforça a importância da estabilidade processual em casos de grande complexidade.
Para as vítimas, essa decisão representa um adiamento da mudança desejada por parte do Comitê, mas também mantém uma estratégia jurídica já consolidada. Resta acompanhar os próximos passos e o andamento do processo para que a reparação tão esperada possa enfim ser alcançada.
Para se aprofundar em impactos em Minas Gerais, leia também: Minas Gerais relembra tragédia com helicóptero dos bombeiros que vitimou seis em 2024.
Referência: www.em.com.br
Revisado em 12 de outubro de 2026. Conteúdo revisado editorialmente antes da publicação.
Fontes consultadas: www.em.com.br

















