Juiz de Fora é 3ª em áreas de risco de deslizamento
Juiz de Fora é 3ª em áreas de risco de deslizamento, mostra levantamento do MapBiomas que analisou a expansão urbana de 1985 a 2024. O estudo, divulgado em 4 de março, indica que o município da Zona da Mata mineira soma 1.256 hectares urbanizados em encostas com inclinação superior a 30% — 2,3 vezes mais que o registrado em 1985.
Juiz de Fora é 3ª em áreas de risco de deslizamento
Segundo o relatório, apenas Rio de Janeiro (1,7 mil ha) e São Paulo (1,5 mil ha) superam Juiz de Fora em extensão de ocupação urbana sobre terrenos íngremes. Em 1985, a cidade aparecia atrás de Belo Horizonte, mas ultrapassou a capital mineira ao longo das últimas quatro décadas.
A pesquisadora Talita Micheleti, da equipe de mapeamento urbano do MapBiomas, destaca que Minas Gerais se consolidou como o estado com maior área urbanizada em alta declividade, acumulando 14,5 mil hectares em 2024. “Na Zona da Mata, o relevo acidentado sempre foi um desafio, e Juiz de Fora reflete esse problema em escala extrema”, afirma.
O estudo também revelou crescimento acelerado em outros estados do Sul. Entre 1985 e 2024, o Rio Grande do Sul multiplicou por sete a área edificada em encostas, atingindo 8,6 mil hectares, enquanto Santa Catarina registrou aumento de seis vezes, chegando a 8,1 mil hectares.
Historicamente, grandes capitais lideravam a ocupação de terrenos inclinados. Em 1985, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo formavam o topo do ranking. A tendência mudou com o avanço desordenado de municípios médios, como Juiz de Fora, que agora figura entre os três primeiros em risco potencial de deslizamentos.
A combinação de pressão imobiliária, falta de planejamento urbano e relevo montanhoso torna essas áreas especialmente vulneráveis a desastres, exigindo ações preventivas. Para especialistas, mapear e restringir novas construções em encostas críticas é fundamental para mitigar riscos.

Imagem: Internet
No cenário nacional, a pesquisa serve de alerta às administrações municipais. A adoção de políticas de habitação segura, somada à recuperação ambiental de encostas, pode reduzir a exposição de moradores a deslizamentos durante chuvas intensas.
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Crédito da imagem: Nayara Zanetti















