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JP Morgan mantém venda para Azul e Gol após 2T25

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JP Morgan mantém venda para Azul e Gol após 2T25

JP Morgan mantém venda para Azul e Gol após 2T25. O banco norte-americano revisou as projeções das companhias aéreas brasileiras depois de incorporar os números do segundo trimestre de 2025 e a nova curva do combustível de aviação, mas decidiu continuar sem preços-alvo para as ações AZUL4 e GOLL54.

Processo de Chapter 11 pressiona a Azul

Os analistas Guilherme Mendes e Julia Orsi, do JP Morgan, reiteraram a classificação underweight para a Azul. A justificativa principal é a entrada da companhia no processo de recuperação judicial (Chapter 11) nos Estados Unidos, que tende a provocar forte diluição do capital dos atuais acionistas. O relatório destaca ainda que uma recuperação de demanda acima do previsto, tarifas mais altas, real valorizado e queda no preço do querosene de aviação poderiam levar a uma revisão positiva da recomendação.

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Gol sai do Chapter 11, mas alavancagem preocupa

No caso da Gol, a recente conclusão do Chapter 11 foi considerada um passo relevante, porém insuficiente para alterar a avaliação negativa. O JP Morgan lembra que a companhia opera com alavancagem superior à de outras aéreas latino-americanas classificadas como overweight e que suas ações são negociadas a múltiplos mais exigentes. Ainda assim, fatores como demanda doméstica em níveis pré-pandemia, tarifas recordes e eventual redução do custo de combustível representam potenciais catalisadores de alta.

Movimento das ações e impasse na fusão

Segundo o banco, ambas as ações atravessam momentos delicados: GOLL54 vale centavos e AZUL4 gira em torno de R$ 1. O cenário se agravou com o fim das negociações de fusão entre as empresas e o encerramento do acordo de codeshare. A controladora da Gol, Abra Group, enviou carta à Azul afirmando que as conversas não avançaram devido à prioridade desta última em seu processo de reestruturação.

Para acompanhar mais detalhes sobre o impacto do Chapter 11 na aviação global, confira a cobertura da Reuters, referência internacional em informações financeiras.

O JP Morgan ressalta que a manutenção da recomendação de venda se baseia no risco elevado associado aos balanços das duas companhias, mas admite que avanço nas iniciativas de redução de custos, recuperação acelerada do caixa e melhora das métricas operacionais podem levar a revisões futuras.

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Crédito da imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

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