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JHSF vende imóveis avaliados em R$ 4,6 bi e surpreende

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JHSF vende imóveis avaliados em R$ 4,6 bi e surpreende

JHSF vende imóveis avaliados em R$ 4,6 bi e surpreende ao colocar no mercado um pacote de ativos cujo valor excede a própria capitalização da companhia, estimada em R$ 3,8 bilhões no pregão de 16 de setembro.

JHSF vende imóveis avaliados em R$ 4,6 bi e surpreende

A incorporadora comunicou que a negociação será feita por meio de um veículo de investimento, possivelmente um fundo imobiliário, estruturado com garantias firmes de colocação dadas pelos bancos coordenadores. Se todas as condições forem cumpridas, os recursos entram no caixa ainda neste ano, configurando a maior oferta já vista no setor da construção, de acordo com a própria empresa.

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O portfólio à venda concentra empreendimentos residenciais de alto padrão: o Reserva Cidade Jardim, em construção na Marginal Tietê; o São Paulo Surf Club; lotes do Complexo Boa Vista, em Porto Feliz (SP); e áreas na Fazenda Santa Helena, em Bragança Paulista (SP). Ficaram de fora os ativos de renda recorrente — shoppings, hotéis, aeroporto e restaurantes — fontes estáveis de receita que permanecerão sob controle da JHSF.

Na visão de analistas, a operação revela um descompasso entre o valor percebido pelo mercado e o valor intrínseco dos imóveis da companhia. Ao precificar o portfólio em R$ 4,6 bilhões, a empresa indica que seus ativos podem estar subavaliados, abrindo espaço para uma eventual reprecificação das ações.

Hoje, a JHSF possui dívida líquida de R$ 1,6 bilhão, correspondente a 1,8 vez o Ebitda registrado até junho. Caso o negócio seja concluído até dezembro, a empresa deve fechar 2025 com caixa líquido, reduzindo significativamente a alavancagem. Segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, a companhia chegou a estudar um spin-off, mas descartou a ideia por temer baixa liquidez das novas ações; a criação de um veículo próprio foi considerada a alternativa mais eficiente.

Com a liquidez reforçada, a JHSF pretende acelerar projetos estratégicos. Entre eles estão o Boa Vista Village Town Center — que reunirá marcas como Gucci e Chloé —, o Shops Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, a revitalização da Usina São Paulo, às margens do Rio Pinheiros, e a expansão do Aeroporto Catarina e do Catarina Outlet, em São Roque (SP).

Para o mercado, o movimento pode sinalizar uma estratégia de capital mais moderna, permitindo que novos empreendimentos sejam desenvolvidos em parceria com investidores, algo que tende a reduzir riscos operacionais. Como destacou o Valor Econômico, companhias que realizam monetização seletiva de ativos costumam destravar valor escondido em seus balanços.

Ao vender imóveis no mesmo patamar de seu valor de mercado, a JHSF reforça a tese de que ações negociadas na B3 podem não refletir todo o potencial de geração de caixa embutido em seu portfólio. Investidores observarão de perto os próximos passos, especialmente a velocidade de execução dos novos projetos e a redução efetiva do endividamento.

Quer acompanhar mais análises sobre o setor imobiliário e os próximos movimentos da JHSF? Visite nossa editoria de Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: JHSF/Divulgação

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