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Janela de transferências do Atlético será pouco movimentada

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Janela de transferências do Atlético será pouco movimentada

Janela de transferências do Atlético será pouco movimentada a partir de 20 de julho: o CEO Pedro Daniel confirmou que o clube não fará grandes investimentos, mantendo foco no reperfilamento da dívida de R$ 1,7 bilhão.

Janela de transferências do Atlético será pouco movimentada

Em entrevista ao podcast Sports Market Makers, Pedro Daniel afirmou que a direção alvinegra prefere reduzir o endividamento antes de pensar em contratações robustas. O executivo lembrou que, ainda no início do ano, o clube realizou mais de 20 movimentações e desembolsou cerca de R$ 120 milhões em reforços como Preciado, Alan Minda e Cassierra, além dos 2,5 milhões de dólares pagos ao Flamengo por 50% do meio-campista Victor Hugo.

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“Essa janela do meio do ano não será forte no sentido de investimento. Estamos focados na mudança de perfil da dívida, que já avançou bastante. Substituições podem ocorrer, mas grandes gastos não estão em nosso planejamento”, disse o dirigente. A janela brasileira ficará aberta de 20 de julho a 11 de setembro.

O diretor financeiro Thiago Maia reforçou a estratégia ao classificar os R$ 1,7 bilhão de passivo como “quase impagável” se não houver planejamento rígido. Por isso, o Atlético procura ser “muito mais assertivo” que rivais de maior orçamento, como Palmeiras e Flamengo, cujos investimentos recentes chegaram a R$ 850 milhões e R$ 700 milhões, respectivamente.

Mesmo com a política de austeridade, Pedro Daniel não descarta contratações pontuais para suprir eventuais saídas ou lesões. “O desenho é de aumento gradual de investimento, sempre atrelado à eficiência esportiva. Se uma necessidade surgir, vamos agir, mas sem comprometer o equilíbrio financeiro”, explicou.

No primeiro semestre, o clube também promoveu profundo enxugamento do elenco: foram três vendas, quatro encerramentos de contrato e nove empréstimos. Entre as vendas confirmadas estão Rony ao Santos por 3 milhões de euros e Guilherme Arana ao Fluminense por 5 milhões de euros. Já a chegada sem custos dos titulares Renan Lodi e Maycon sinaliza a busca por oportunidades de mercado.

Além das mudanças no plantel, houve troca de comando técnico: Jorge Sampaoli saiu em fevereiro e o compatriota Eduardo Domínguez assumiu até dezembro de 2027, reforçando a ideia de projeto a longo prazo.

Em entrevista ao UOL, o CEO reiterou que investimentos mais robustos podem voltar à pauta apenas em 2025, caso as metas de redução de dívida se cumpram e o desempenho em campo justifique.

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Crédito da imagem: Leandro Couri/EM/D.A. Press

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