Janeiro Roxo: Triângulo Mineiro reduz abandono da hanseníase
Janeiro Roxo: Triângulo Mineiro reduz abandono da hanseníase é o resultado de uma ação integrada que capacitou profissionais de 54 municípios e fez despencar a evasão do tratamento da doença na macrorregião.
Janeiro Roxo: Triângulo Mineiro reduz abandono da hanseníase
A campanha Janeiro Roxo mobilizou agentes de saúde, enfermeiros e médicos dos níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) nos Triângulos Norte e Sul durante seminário em Uberlândia. Promovido pelas Superintendências Regionais de Saúde de Uberlândia e Uberaba, além da Gerência Regional de Saúde de Ituiutaba, o encontro contou com o apoio do Centro de Referência Nacional em Hanseníase e Dermatologia Sanitária (CREDESH) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), entre 2021 e 2025 apenas oito dos 297 pacientes acompanhados pelas três regionais abandonaram a terapia. A taxa, considerada muito baixa, confirma que a formação contínua dos profissionais e a abordagem humanizada estimulada pelo Janeiro Roxo fortalecem a adesão do paciente, da família e do entorno social.
O testemunho de Eduardo Araújo Souza, curado da hanseníase há 17 anos, reforça esse cenário: “Existe vida depois do diagnóstico, e o SUS trata e cura”, declarou. Ele destacou a importância do apoio familiar e da investigação de contatos para interromper a cadeia de transmissão.
Segundo a médica Isabela Maria Bernardes Goulart, do CREDESH, a doença é muitas vezes silenciosa; por isso, exames preventivos em familiares são decisivos para o diagnóstico precoce. Já Josiane Arantes da Silva, referência técnica em hanseníase da SRS Uberlândia, alerta: “Interromper a medicação favorece resistência bacteriana e sequelas irreversíveis”.
Para Luiz Eduardo Salomão, superintendente regional de saúde de Uberlândia, a integração entre estado e municípios reforça a Atenção Primária à Saúde e garante prevenção, diagnóstico e remissão dos casos. Dados do Ministério da Saúde confirmam que o tratamento gratuito e supervisionado é eficaz quando seguido corretamente (fonte).

Imagem: Internet
O desempenho exibido pelo Triângulo Mineiro durante o Janeiro Roxo serve de parâmetro para outras regiões brasileiras reforçarem o combate à hanseníase, doença que tem cura mas ainda enfrenta estigma social.
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Crédito da imagem: Dieny Fernandes















