Os mineiros sentiram no bolso, nos últimos meses, o avanço da inflação sobre itens essenciais do dia a dia. Segundo dados do IPCA-BH, os preços da energia elétrica residencial, do café em pó e do tomate foram os que mais subiram no primeiro semestre do ano, pressionando o custo de vida em todo o estado.
A tarifa de energia registrou alta de até 10,9% em junho, reflexo de reajustes aplicados por distribuidoras e da mudança para a bandeira tarifária amarela. Esse aumento, sozinho, puxou o índice de inflação para cima, especialmente nas capitais.
No supermercado, o impacto também foi expressivo. O café em pó acumula alta superior a 50% em 2025, impulsionado por problemas climáticos e exportações aquecidas. Já o tomate, item básico da cesta de legumes, subiu mais de 80% no primeiro semestre, segundo levantamento do Dieese.
Outros produtos que encareceram no estado incluem o óleo de soja (+22%), plano de saúde e cigarros. Em cidades do Triângulo Mineiro, o setor de transportes também pressionou a inflação, com destaque para o aumento dos combustíveis e do vestuário.
Apesar disso, o grupo “Alimentação e Bebidas” apresentou leve queda em junho, com recuo médio de 0,18% no IPCA nacional. A redução, no entanto, ainda não foi suficiente para aliviar o orçamento das famílias, especialmente nas classes mais baixas.
















