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Israel intercepta flotilha para Gaza e detém ativistas

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Israel intercepta flotilha para Gaza e detém ativistas

Israel intercepta flotilha para Gaza e detém ativistas logo após navios da Marinha israelense abordarem a maior expedição humanitária já organizada para romper o bloqueio ao enclave palestino, na noite de quarta-feira (1º). A operação resultou na prisão de cerca de 450 voluntários, entre eles a sueca Greta Thunberg, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau e a eurodeputada Rima Hassan.

Maior tentativa de romper o bloqueio naval

A Global Sumud Flotilla partiu com mais de 40 embarcações transportando ajuda simbólica, mas com o objetivo declarado de “expor a ilegalidade do cerco” imposto por Israel desde 2007. Segundo os organizadores, 39 barcos foram interceptados ainda em águas internacionais. Apenas o veleiro Mikeno conseguiu despistar os radares israelenses por algumas horas, antes de perder contato.

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O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a iniciativa como “provocação” e afirmou que diferentes governos se ofereceram para entregar a carga humanitária por canais oficiais. A pasta declarou, no fim da tarde de quinta-feira (2), que a operação havia sido concluída.

Detenções geram reação global

Transmissões ao vivo mostraram lanchas militares se aproximando dos barcos, usando canhões d’água e holofotes potentes. Ativistas sentaram-se em círculos, levantaram as mãos e, em alguns casos, jogaram celulares no mar para evitar apreensão de imagens. Após a detenção, Israel divulgou fotos dos ativistas, garantindo que todos estão “em boas condições de saúde” e serão deportados.

Governos da Turquia, Colômbia e Paquistão condenaram a interceptação, alegando violação do direito internacional. A União Europeia, embora tenha aconselhado seus cidadãos a não seguirem viagem, pediu a Tel Aviv que liberte os detidos rapidamente. O presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou a expulsão da missão diplomática israelense em Bogotá e a suspensão do acordo de livre-comércio entre os dois países.

Para organizações como a Amnesty International, o bloqueio constituye forma de punição coletiva a mais de dois milhões de palestinos. Israel sustenta que se trata de medida legítima para impedir o contrabando de armas ao Hamas.

Contexto do conflito

A tensão aumentou desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.200 mortos em Israel e 251 sequestrados. Na ofensiva subsequente, o Ministério da Saúde de Gaza calcula mais de 66 mil palestinos mortos, número que Tel Aviv contesta. A escalada levou sindicatos, como o maior da Itália, a convocar greve geral em solidariedade à flotilha.

A interceptação da maior flotilha pró-Gaza reacende o debate sobre a legalidade do bloqueio e pressiona a comunidade internacional a buscar vias diplomáticas para garantir a entrada de ajuda humanitária. Continue acompanhando as repercussões na editoria nacional do Minas Informa.

Crédito da imagem: AP Photo / Leo Correa

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