Israel acusa Hamas de violar cessar-fogo e restringe ajuda
Israel acusa Hamas de violar cessar-fogo e decidiu reduzir pela metade o volume de caminhões de ajuda humanitária que entram na Faixa de Gaza, mantendo as fronteiras fechadas enquanto novos indícios do controle do grupo islâmico surgem nas ruas do enclave.
Limite de caminhões e veto a combustível
A unidade israelense de coordenação (COGAT) notificou a Organização das Nações Unidas de que apenas 300 dos 600 caminhões diários previstos poderão atravessar a partir desta quarta-feira, sem autorização para a entrada de combustível, exceto para infraestrutura crítica. O governo justifica a medida afirmando que o Hamas violou o acordo ao atrasar a devolução de corpos de reféns.
Transferência de reféns mortos
Na noite de terça-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha entregou às Forças de Defesa de Israel os corpos de quatro reféns israelenses. No dia anterior, outros quatro cadáveres haviam sido repatriados. Ao todo, 23 pessoas seguem dadas como mortas e uma continua desaparecida em Gaza.
Trump anuncia “Fase Dois”
Em publicação na plataforma Truth Social, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a “Fase Dois” do cessar-fogo começou “agora”, criticando a demora na devolução dos corpos. Ele reiterou que, se o Hamas não se desarmar, “nós iremos desarmá-los”.
Hamas exibe força nas ruas
Vídeos que circularam na segunda-feira mostram combatentes do Hamas executando sete homens em praça pública na Cidade de Gaza. Moradores relatam presença crescente de milicianos em vias usadas para entrega de suprimentos. Autoridades palestinas confirmam dezenas de mortos em confrontos recentes entre o grupo e facções rivais.
Conflitos e fome persistem
Mesmo com a trégua de duas semanas, drones israelenses mataram cinco palestinos ao leste da Cidade de Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, que também registrou um ataque aéreo fatal próximo a Khan Younis. Mais da metade do território enfrenta fome severa, e ruas inteiras continuam destruídas após dois anos de bombardeios.
Imagem: Nidal al
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mantém a exigência de que o Hamas se renda e entregue as armas antes de encerrar a guerra iniciada em outubro de 2023, quando militantes mataram cerca de 1.200 israelenses e sequestraram 251 pessoas.
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Crédito da imagem: Global News















