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Irã promete resposta militar decisiva, diz carta à ONU

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Irã promete resposta militar decisiva, diz carta à ONU

Irã promete resposta militar decisiva, diz carta à ONU. A missão iraniana na Organização das Nações Unidas (ONU) alertou o secretário-geral António Guterres que qualquer ação armada contra o país transformará “bases, instalações e ativos” do agressor em alvos legítimos, segundo documento enviado nesta quinta-feira (19).

Irã promete resposta militar decisiva, diz carta à ONU

No texto, Teerã destaca que não busca conflito, porém considera a retórica recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um “risco real” de agressão militar. Trump afirmou que o Irã precisa fechar um acordo sobre seu programa nuclear “ou coisas ruins acontecerão”, sugerindo um prazo de dez dias para uma possível iniciativa norte-americana.

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Nas últimas semanas, Washington deslocou porta-aviões, navios de guerra e jatos para o Oriente Médio. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que a Casa Branca avalia interromper a via diplomática e recorrer a “outra opção” caso não haja avanço nas negociações.

O tom de confronto repercutiu diretamente nos mercados energéticos. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 1,9%, fechando a US$ 71,66 o barril, maior cotação em seis meses. O West Texas Intermediate (WTI) avançou na mesma proporção, encerrando a US$ 66,43. Analistas relacionam o movimento ao temor de interrupções no fluxo do Golfo Pérsico, rota que responde por cerca de um quinto do comércio global de petróleo.

Economistas apontam que tensões prolongadas entre Teerã e Washington podem pressionar ainda mais os preços da energia e fortalecer a inflação mundial. “Qualquer escalada militar no Estreito de Ormuz tende a adicionar um prêmio de risco significativo ao barril”, avaliou uma fonte de mercado.

Embora o governo iraniano reafirme disposição para negociar, a carta conclui que a resposta do país será “rápida e contundente” se a soberania nacional for violada. Guterres ainda não comentou publicamente a comunicação, mas diplomatas em Nova Iorque dizem esperar esforços redobrados de mediação.

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Crédito da imagem: REUTERS/Denis Balibouse

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