Irã é ‘maior fracasso’ de Trump, avalia Eurasia Group
Irã é ‘maior fracasso’ de Trump, avalia Eurasia Group — A conclusão é do cientista político Ian Bremmer, presidente da consultoria Eurasia, que classificou a guerra no país persa como o maior revés da política externa do ex-presidente dos Estados Unidos.
Irã é ‘maior fracasso’ de Trump, avalia Eurasia Group
No domingo (14), Washington e Teerã anunciaram um acordo que encerra as operações militares iniciadas em 28 de fevereiro. Mediadas pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, as tratativas resultaram em um memorando que será assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça, confirmou o vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi.
Pelo pacto, o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo global, será totalmente reaberto após a formalização do documento. Donald Trump afirmou que a passagem, bloqueada desde o início do conflito, voltará a operar normalmente, medida aguardada com ansiedade pelos mercados de energia.
Em publicação na rede social X, Bremmer declarou que “nenhum acordo sobre armas nucleares ou mísseis balísticos foi alcançado, e um dos regimes mais brutais do mundo está sendo recompensado”, destacando o que vê como fracasso da estratégia de pressão econômica e militar adotada por Trump.
O analista salientou ainda que o mundo “precisava de Ormuz aberto meses atrás”. A Organização das Nações Unidas reforça que a estabilidade no Golfo é vital para garantir o fluxo seguro do petróleo, o que torna qualquer interrupção no estreito um risco sistêmico.
Embora o cessar-fogo alivie tensões, detalhes sobre verificação de compromissos e possíveis sanções permanecem obscuros. Sharif declarou apenas que o texto “abre caminho para novas negociações” envolvendo o programa nuclear iraniano e a segurança regional.

Imagem: Liliane de Lima
No mercado financeiro, o sinal de paz derrubou o barril de petróleo para abaixo de US$ 80 e impulsionou futuros de Wall Street. Analistas, contudo, avaliam que a credibilidade do acordo dependerá da implementação efetiva e da retomada de inspeções internacionais.
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Crédito da imagem: Money Times















