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Irã fecha Ormuz e amplia novos ataques no Golfo Pérsico

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Irã fecha Ormuz e amplia novos ataques no Golfo Pérsico

Irã fecha Ormuz e amplia novos ataques no Golfo Pérsico em meio a uma troca de mísseis e drones com forças dos Estados Unidos neste domingo, 12 de julho de 2026, elevando a tensão na principal rota energética do planeta.

Escalada atinge Catar, Emirados e Kuwait

Segundo a agência estatal iraniana, instalações americanas no Catar — mediador das negociações de cessar-fogo — voltaram a ser alvejadas pela primeira vez desde abril. Os Emirados Árabes Unidos informaram que interceptaram projéteis, e autoridades do Kuwait relataram novas explosões. A Jordânia, o Barein e Omã também denunciaram incursões iranianas. Três civis, incluindo uma criança, ficaram feridos em Doha.

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Washington reage e contesta bloqueio

O Comando Central dos EUA declarou ter atingido 140 alvos iranianos no sábado e mais de 300 ao longo da semana, afirmando que o tráfego pelo estreito “continua fluindo”. Ainda assim, Teerã sustenta que o Estreito de Ormuz está fechado após o disparo de tiro de advertência contra navios que navegavam sem autorização. Antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo transitavam pelo corredor.

Acordo provisório em xeque

A retomada da violência lança incerteza sobre o pacto firmado no mês passado para reabrir Ormuz. Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump declarou o cessar-fogo encerrado, mas sinalizou disposição para retomar o diálogo. O impasse pressiona os preços globais de energia e ameaça a campanha republicana para as eleições legislativas de novembro, sensível ao custo da gasolina.

Irã quer cobrar pedágio e avisa: “cumpram a palavra”

Teerã reforçou o plano de instaurar um sistema permanente de taxas de passagem e advertiu embarcações a evitarem rotas “não autorizadas”. A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico afirmou que concessões só serão emitidas “quando a calma for restaurada”. Em mensagem na rede X, o negociador Mohammad Baqer Qalibaf declarou: “A era dos acordos unilaterais acabou.”

Para especialistas ouvidos pela BBC, os ataques a navios comerciais são utilizados por Teerã como alavanca nas negociações e devem continuar enquanto não houver consenso sobre segurança marítima.

No cenário regional, Omã convocou o embaixador iraniano após drones atingirem Duqm e Musandam, enquanto a embaixada dos EUA pediu que cidadãos permaneçam em abrigos. A Índia confirmou um marinheiro desaparecido após ataque ao porta-contêineres GFS Galaxy na costa de Omã; outros 23 tripulantes foram resgatados.

Com o estreito novamente em disputa, analistas alertam para o risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia e para impactos diretos na inflação global.

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Crédito da imagem: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons

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