Irã ataca Israel e bases dos EUA em nova escalada
Irã ataca Israel com uma nova onda de mísseis e drones que também atingiu bases americanas e diversos países do Golfo, intensificando um conflito que já provocou centenas de vítimas civis e militares em menos de uma semana.
Irã ataca Israel e bases dos EUA em nova escalada
Segundo autoridades de Jerusalém, sirenes soaram em Tel Aviv e Jerusalém durante a madrugada desta quinta-feira (18), enquanto sistemas antiaéreos interceptavam projéteis vindos do território iraniano. Na mesma janela de tempo, os Estados Unidos confirmaram ataques contra posições militares em Abu Dhabi, Doha e na província saudita que faz fronteira com a Jordânia.
Em reação, Israel e Washington mantêm bombardeios diários contra infraestruturas estratégicas do Irã, incluindo locais de lançamento de mísseis balísticos e centros de comando da Guarda Revolucionária. Desde o início da ofensiva, no sábado, mais de 1.200 pessoas morreram em território iraniano, outras 70 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel, de acordo com números oficiais.
Além das frentes aéreas, o conflito já se estende ao mar. O Pentágono confirmou que um submarino americano torpedeou a fragata iraniana IRIS Dena no Índico, causando a morte de pelo menos 87 marinheiros. Teerã classificou o episódio como uma “atrocidade” e prometeu que os Estados Unidos “amargarão arrependimento” pelo precedente aberto.
O impacto regional foi sentido também no Cáucaso. O governo do Azerbaijão acusou o Irã de lançar drones que explodiram próximos ao aeroporto da região autônoma de Nakhichevan, ferindo dois civis. Teerã negou envolvimento, mas episódios semelhantes vêm sendo relatados por diferentes chancelerias.
A rota do petróleo permanece sob risco. Um petroleiro sofreu explosão ao largo do Kuwait, aumentando o perímetro de perigo para a navegação comercial no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do fornecimento mundial de óleo cru. A tensão já se reflete na alta das cotações internacionais.
Internamente, o Irã vive manifestações de luto e também de retaliação. O aiatolá Abdollah Javadi Amoli foi à TV estatal conclamar “o sangue de Israel e de Donald Trump”, um raro apelo explícito à violência contra um ex-presidente norte-americano. Paralelamente, Israel bombardeou 80 alvos do Hezbollah no Líbano, inclusive centros de comando em Beirute, deixando ao menos oito mortos.

Imagem: Internet
Analistas ouvidos pela agência Reuters alertam que os objetivos estratégicos de Washington e Tel Aviv — entre eles o eventual colapso do regime iraniano — ainda não estão claramente definidos, o que alimenta a percepção de uma guerra de duração indeterminada.
Com ataques cruzados em terra, mar e ar, interrupção de voos e disparada nos preços de energia, a crise já afeta rotas globais de comércio e mobilidade. Enquanto escolas seguem fechadas em Israel, o Comando da Frente Interna autorizou a reabertura parcial de empresas onde houver abrigo antibomba disponível.
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Crédito da imagem: Global News















