Irã ameaça ampliar guerra e Golfo intercepta mísseis
Irã ameaça ampliar guerra enquanto Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita relatam a interceptação de novos mísseis e drones neste domingo, intensificando o conflito que já dura três semanas no Oriente Médio.
Ataques se multiplicam nos portos do Golfo
Após alertar para a evacuação de três portos estratégicos nos Emirados, Teerã voltou a lançar projéteis contra países vizinhos. Autoridades do Golfo confirmaram que a maioria foi abatida por sistemas de defesa, mas admitiram danos pontuais em infraestruturas civis e energéticas.
Acusações entre Teerã e Washington
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que os EUA teriam usado bases em solo emiradense para bombardear a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, em 28 de fevereiro. Abu Dhabi negou veementemente. O Comando Central norte-americano manteve silêncio oficial sobre a acusação.
EUA buscam coalizão para o Estreito de Ormuz
Preocupado com o impacto nos preços do petróleo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido a enviarem navios de guerra para garantir a segurança do estreito, responsável pela passagem de um quinto do petróleo mundial. Até o momento, nenhum desses países confirmou participação, segundo a BBC.
Vítimas civis aumentam na região
Desde o início do confronto, ao menos 1.300 pessoas morreram no Irã, 12 em Israel e uma dezena em nações do Golfo, muitas delas trabalhadoras migrantes. No Líbano, 820 óbitos e 850 mil deslocados são atribuídos à escalada entre Hezbollah e forças israelenses.
No cenário doméstico iraniano, a junta militar voltou a ameaçar “alvos econômicos ligados aos EUA” caso instalações petrolíferas do país sejam atingidas. Araghchi afirmou que Teerã avalia propostas de cessar-fogo mediadas por países vizinhos, mas não indicou avanços concretos.

Imagem: Internet
Com o conflito se espalhando e a segurança marítima em xeque, governos regionais reforçam baterias antiaéreas, enquanto companhias aéreas desviam rotas para evitar o espaço aéreo persa.
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Crédito da imagem: Global News















