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IPO reverso vira atalho para empresas na B3

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IPO reverso vira atalho para empresas na B3

IPO reverso vira atalho para empresas na B3. Após quatro anos de seca de ofertas públicas iniciais, companhias brasileiras encontraram no chamado IPO reverso uma rota alternativa para acessar o mercado de capitais, comprando empresas já listadas e herdando seu registro.

IPO reverso vira atalho para empresas na B3

O mecanismo, detalhado por especialistas como Gustavo Rugani, do escritório Machado Meyer, dispensa o lançamento de um IPO tradicional. Em vez disso, a empresa fechada adquire ou se funde a outra que já negocia ações, passando imediatamente a ter papéis no pregão da B3. A operação pode envolver negócios do mesmo setor ou ramos completamente distintos, alterando inclusive o objeto social da companhia adquirida.

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Exemplo recente foi a entrada da OranjeBTC na Bolsa. A tesouraria de bitcoin comprou o cursinho pré-vestibular Intergraus, listado pela antiga controladora Bioma Educação apenas para viabilizar a venda. A integração garante a manutenção das atividades do curso até o fim de 2025, enquanto a nova controladora foca na disseminação do padrão bitcoin na América Latina.

Movimentos semelhantes ocorrem desde o fim de 2024. A holding Fictor e a gestora Aqwa Capital assumiram a Atom Empreendimentos, transformando-a na Fictor Alimentos, agora voltada ao segmento de proteína animal. Segundo Maiara Madureira, do Demarest Advogados, não existe impedimento regulatório: basta aprovação societária e cumprimento das regras da Comissão de Valores Mobiliários.

Embora, em tese, possa haver aquisições hostis — como a compra da Getninjas pela Reag Investimentos —, a maioria dos acordos tem natureza consensual. Para Madureira, o IPO reverso funciona como “atalho” que reduz custos e tempo de listagem. Já listada, a companhia pode acessar instrumentos de captação, como ofertas subsequentes de ações, a taxas normalmente inferiores às disponíveis para empresas fechadas.

A incorporadora BRZ ilustra esse potencial. A empresa firmou memorando para combinar negócios com a Fica Empreendimentos, dona de um banco de terrenos de 2,9 milhões de m² em Nova Iguaçu (RJ). A transação, prevista para os próximos meses, eliminará a marca Fica e deixará a BRZ com acesso facilitado a novas fontes de capital.

De acordo com informações da B3, o ambiente ainda hostil para IPOs tradicionais deve manter o IPO reverso no radar de companhias em busca de liquidez e visibilidade.

Quer acompanhar outras estratégias de financiamento corporativo? Visite a seção Brasil do Minas Informa e saiba mais.

Crédito da imagem: Gemini Pro

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