IPCA-15 desacelera e BC chinês mantém juros na semana
IPCA-15 desacelera é a principal expectativa para a agenda econômica dos próximos dias, com a prévia de outubro projetada em torno de 0,30%, abaixo dos 0,48% de setembro.
IPCA-15 desacelera
A projeção para a inflação prévia indica continuidade do processo de desinflação no Brasil. A retirada do impacto pontual da energia elétrica — após o bônus de Itaipu — e a mudança da bandeira tarifária de vermelha patamar 2 para patamar 1 explicam boa parte da perda de fôlego. Caso se confirme, o resultado fortalece a possibilidade de cumprimento da meta de inflação de 2025.
Déficit recorde em transações correntes
O Banco Central divulgará ainda esta semana o resultado de transações correntes de setembro. Analistas estimam déficit superior a US$ 9 bilhões, influenciado por superávit comercial menor, aumento de importações e déficits maiores em serviços e rendas primárias. Em sentido oposto, o Investimento Direto no País segue resiliente, podendo superar US$ 4 bilhões.
Confiança do consumidor em foco
Depois de alcançar o maior patamar em nove meses em setembro, o indicador de confiança será observado para medir se a melhora foi pontual ou sinaliza tendência de recuperação mais consistente. A cautela permanece porque o avanço anterior esteve concentrado nas expectativas, enquanto a avaliação da situação atual recuou.
China: PIB e política monetária
No cenário externo, o Produto Interno Bruto chinês do terceiro trimestre pode mostrar expansão de 0,8% sobre o trimestre anterior e 4,7% na comparação anual, abaixo dos 5,2% prévios. Mesmo assim, o Banco Popular da China deve manter as taxas de um ano em 3,0% e de cinco anos em 3,5%, aguardando novos sinais de atividade antes de agir, informou a agência Reuters.
Com inflação doméstica sob controle e a possibilidade de crescimento menor que a meta oficial de 5%, analistas não descartam cortes de juros em reunião futura para estimular a economia chinesa.
Imagem: André Galhardo
Em resumo, a semana combina sinais de inflação em desaceleração no Brasil, possível recorde negativo em transações correntes e decisão de política monetária estável na segunda maior economia do mundo. A interação desses fatores será determinante para as expectativas de mercado.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















