Intoxicação por metanol: sintomas, riscos e mortes em SP
Intoxicação por metanol: sintomas, riscos e mortes em SP motivou alerta das autoridades de saúde após duas mortes confirmadas e dez internações em municípios paulistas, incluindo a capital e São Bernardo do Campo.
Intoxicação por metanol: sintomas, riscos e mortes em SP
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo investiga o episódio em que vítimas ingeriram bebidas alcoólicas adulteradas, fato que reforça a necessidade de fiscalizar bares e distribuidores. Segundo relato divulgado pelo portal G1, uma das pessoas hospitalizadas desenvolveu convulsões e perdeu totalmente a visão depois de consumir três caipirinhas em um bar paulistano.
O metanol (CH3OH) é um álcool incolor, inflamável e com odor semelhante ao etanol, porém altamente tóxico. A substância integra processos industriais, como a fabricação de formaldeído, solventes e biodiesel, sendo expressamente proibida para consumo humano.
Especialistas alertam que pequenas quantidades podem provocar intoxicação grave. Os primeiros sinais incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura e confusão mental — sintomas que podem ser confundidos com ressaca. Em casos severos, surgem cegueira, falência renal e morte.
O tratamento exige atendimento hospitalar urgente. Estratégias envolvem a administração de antídotos específicos, hemodiálise para remoção do tóxico e, em algumas situações, etanol intravenoso para competir com o metabolismo do metanol. A rapidez na busca por socorro é determinante para evitar sequelas permanentes.
Para reduzir novos casos, o Ministério da Agricultura e órgãos estaduais reforçam a orientação de adquirir bebidas apenas com procedência comprovada, verificando selo fiscal e tampas intactas. Consumidores devem desconfiar de preços muito baixos e estabelecimentos sem nota fiscal.
Imagem: View Apart
Segundo a Organização Mundial da Saúde, surtos de envenenamento por metanol tendem a ocorrer em períodos de fiscalização falha e podem ser prevenidos com políticas rígidas de controle do mercado de bebidas alcoólicas. Detalhes constam em estudo da entidade, disponível em who.int.
As investigações prosseguem para identificar falsificadores e distribuidores irregulares. Denúncias podem ser feitas à Vigilância Sanitária local ou pelo telefone 0800 771 3541.
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Crédito da imagem: View Apart/Shutterstock















