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Intoxicação por metanol: Minas registra primeira morte

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Intoxicação por metanol: Minas registra primeira morte

Intoxicação por metanol: Minas registra primeira morte abre o alerta das autoridades sanitárias após o Ministério da Saúde informar, na noite de sexta-feira (10), o óbito de um homem de 26 anos em Ipatinga, a 370 quilômetros de Juiz de Fora.

Intoxicação por metanol: Minas registra primeira morte

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o paciente foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento na quarta-feira (8) com sintomas de rápida evolução. O quadro se agravou, e a morte ocorreu na madrugada de quinta (9). Amostras do corpo foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal, que realiza exames toxicológicos para confirmar a presença de metanol.

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Além do óbito, outro caso suspeito é investigado no mesmo município. Notificações em Belo Horizonte e Poços de Caldas foram descartadas. No balanço nacional, o Ministério da Saúde contabiliza 246 notificações: 29 confirmadas e 217 ainda em análise. Outras 249 suspeitas já foram descartadas.

São Paulo concentra 25 dos 29 casos confirmados e lidera também em notificações em investigação (160), o que representa 73,7% do total. Paraná e Rio Grande do Sul possuem três e um caso confirmado, respectivamente. Entre os óbitos, cinco foram confirmados em São Paulo, enquanto 12 continuam sob apuração em Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e São Paulo, além da ocorrência mineira.

A orientação oficial do Ministério da Saúde é buscar atendimento imediato ao surgirem sinais como dor de cabeça, vômito, dor abdominal ou alterações visuais dentro de 6 a 72 horas após o consumo de bebidas destiladas de procedência duvidosa. A Associação de Medicina Intensiva Brasileira alerta que a acidose metabólica grave é o principal indicativo laboratorial da intoxicação, e o tratamento envolve uso de bicarbonato de sódio, etanol intravenoso e, em situações severas, hemodiálise.

O metanol é um líquido incolor, sem cheiro e de sabor amargo, usado como combustível e solvente. No organismo, converte-se em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas que podem provocar falência de órgãos e morte mesmo em pequenas quantidades.

Moradores de Minas Gerais que apresentarem sintomas devem comunicar imediatamente o CIATox/MG, unidade que notifica o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). A SES-MG reforça o risco de consumir bebidas de origem desconhecida e destaca que o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações irreversíveis.

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Crédito da imagem: Bernardo Marchiori

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