Intervenção dos EUA na Venezuela divide líderes globais
Intervenção dos EUA na Venezuela divide líderes globais. O ataque norte-americano que depôs Nicolás Maduro, neste sábado (3), expôs fissuras diplomáticas: enquanto alguns governos celebram a queda do líder venezuelano, outros acusam Washington de violar a soberania do país.
América do Sul reage com discursos opostos
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência e classificou a ação como “afronta gravíssima”. Já o argentino Javier Milei “celebrou a captura do ditador”, comparando o caso às sanções impostas a Cuba desde 1960.
Bolívia apoiou “a recuperação da democracia” e pediu transição imediata, enquanto Colômbia e Chile condenaram o uso da força e defenderam solução pacífica, alinhados aos princípios da Carta da ONU. Cuba, por sua vez, chamou os bombardeios de “criminosos”.
Europa incorpora cautela e críticas
O chanceler alemão Friedrich Merz pediu análise jurídica detalhada e eleições livres na Venezuela. Espanha recusou “qualquer intervenção que viole o direito internacional”, apesar de não reconhecer o governo Maduro. O francês Emmanuel Macron defendeu que o opositor Edmundo González conduza a transição, enquanto o britânico Keir Starmer disse não “chorar o fim do regime”, mas exigiu processo pacífico.
Potências globais endurecem o tom
A China declarou “profunda comoção” e condenou a operação por “comportamento hegemônico”, exigindo respeito à Carta da ONU. De Moscou, Sergei Lavrov manifestou solidariedade ao povo venezuelano e pediu diálogo para evitar escalada, postura detalhada pela agência Reuters.
Visão norte-americana e próximos passos
Em discurso, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA administrarão o país “até transição segura”, sinalizando que empresas petrolíferas norte-americanas manterão operações intactas. A definição de um governo provisório divide a comunidade internacional e deverá ser debatida no Conselho de Segurança da ONU nos próximos dias.

Imagem: Equipe Mey Times
Direito internacional em foco
Líderes como Claudia Sheinbaum, do México, citaram o Artigo 2, parágrafo 4 da Carta das Nações Unidas para sustentar que a ação contraria a proibição do uso da força. Especialistas recordam que qualquer intervenção sem aval do Conselho de Segurança pode ser considerada ilegal sob a ótica do direito internacional.
A multiplicidade de vozes revela um cenário diplomático complexo: países que historicamente criticam Caracas veem oportunidade de mudança, enquanto defensores da não intervenção temem precedente perigoso na América Latina.
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Crédito da imagem: Getty Images















