Innospace planeja novos voos comerciais até junho de 2026
Innospace planeja novos voos comerciais até junho de 2026 após a falha que destruiu o foguete Hanbit-Nano na Base de Alcântara, no Maranhão, na noite de 22 de dezembro, segundo carta assinada pelo CEO Kim Soo-jong.
Innospace planeja novos voos comerciais até junho de 2026
A comunicação oficial informa que a Innospace já iniciou a análise dos dados coletados no lançamento malsucedido e dará sequência a “correções técnicas necessárias” para retomar as operações no primeiro semestre de 2026. O executivo compara o episódio às dificuldades enfrentadas pela SpaceX em seus primeiros anos, afirmando que a experiência servirá de base para “elevar a probabilidade de sucesso” dos próximos lançamentos.
O Hanbit-Nano, de 21,8 m de altura e 20 t, decolou às 22h13 (horário de Brasília) dentro da chamada Operação Spaceward. Trinta segundos depois, uma anomalia levou o veículo a se chocar com o solo em uma zona de segurança predefinida, sem vítimas ou danos a instalações. A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou a falha e mobilizou equipes para inspecionar destroços e área de impacto.
Apesar de o documento não especificar o local dos próximos lançamentos, a Agência Espacial Brasileira lembra que a companhia sul-coreana mantém acordo de prestação de serviços com o governo federal, o que abre espaço para novas missões a partir de Alcântara.
No dia seguinte ao acidente, as ações da empresa despencaram quase 29 % na bolsa de Seul, conforme dados da Reuters. A Innospace abriu capital em julho de 2024 e ainda não havia registrado retração tão expressiva.
Antes da tentativa que terminou em explosão, o veículo já enfrentara dois adiamentos, entre 17 e 22 de dezembro, devido a problemas nos sistemas de controle. O lançamento marcaria o primeiro voo comercial realizado a partir do Brasil.

Imagem: Innospace
Kim Soo-jong agradeceu o apoio dos acionistas, assegurou transparência na investigação e reiterou que os dados de voo coletados, impossíveis de obter apenas em testes de solo, serão decisivos para aprimorar o projeto do lançador híbrido.
Para saber como a atividade espacial impacta o país além do episódio da Innospace, leia também a cobertura especial na editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.
Crédito da imagem: Innospace















