Infestação do Aedes aegypti em Minas: 1º LIRAa 2026
Infestação do Aedes aegypti em Minas: 1º LIRAa 2026 abre o período sazonal com quadro considerado dentro do esperado, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, referente a janeiro, fevereiro e março, revela como estão distribuídos os focos do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika em todo o estado.
Dados do LIRAa orientam combate ao mosquito
Entre os 819 municípios mineiros avaliados, 213 registraram índice de infestação satisfatório — igual ou inferior a 0,99%. Outros 422 entraram em situação de alerta, com percentuais entre 1% e 3,9%, ao passo que 184 cidades foram classificadas em risco, por apresentarem índice igual ou superior a 3,9%.
Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde, lembra que 2026 é considerado ano endêmico para as arboviroses, o que exige monitoramento constante. “O LIRAa direciona as equipes municipais e estaduais, apontando onde reforçar visitas domiciliares, mutirões de limpeza e aplicação de inseticidas”, declarou.
Como funciona o levantamento
Realizado quatro vezes ao ano, o LIRAa utiliza amostragem. Agentes de saúde visitam casas sorteadas em diferentes bairros, recolhem larvas e registram recipientes com água parada. Com base nesses dados, calcula-se o Índice de Infestação Predial (IIP), que classifica cada localidade.
Focos continuam nos domicílios
O relatório aponta que a maior parte dos criadouros permanece dentro ou ao redor das residências: caixas d’água sem tampa, vasos de plantas, pneus, calhas e recipientes descartados em quintais. Pequenas ações diárias, como manter reservatórios bem vedados e eliminar água acumulada em garrafas, reduzem a proliferação do Aedes aegypti.
Para saber mais sobre sintomas, tratamento e prevenção, consulte a página oficial do Ministério da Saúde, referência nacional em informações sobre arboviroses.

Imagem: Internet
Investimentos e tecnologia
De acordo com o Boletim Epidemiológico de 14 de abril, Minas contabiliza cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika até a 14ª Semana Epidemiológica. Mesmo com aumento pontual, a curva apresenta tendência de queda. O governo estadual investe aproximadamente R$ 210 milhões anuais em drones, armadilhas inteligentes e no método Wolbachia, que libera mosquitos incapazes de transmitir os vírus, para conter novos surtos.
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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais















