Indústria do biodiesel prevê R$ 5,9 bi em investimentos
Indústria do biodiesel prevê R$ 5,9 bi em investimentos nos próximos 12 meses, movimento que deve ampliar em cerca de 8% a capacidade de esmagamento de soja no Brasil, informou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Expansão impulsionada pela demanda de biodiesel
O setor planeja adicionar 6,2 milhões de toneladas por ano à capacidade instalada, hoje de 76,4 milhões de t/ano. Se confirmado, o avanço levará o parque industrial nacional a superar 80 milhões de t/ano, consolidando o país como terceiro maior processador de soja, atrás apenas de China e Estados Unidos, segundo o USDA.
O principal motor desse crescimento é a obrigatoriedade de 15% de biodiesel no diesel vendido nos postos, proporção que deverá aumentar conforme o cronograma governamental. Em 2025, o óleo de soja respondeu por mais de 75% da matéria-prima usada na mistura, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Números reforçam dinamismo do setor
De 2024 para 2025, o número de empresas processadoras subiu de 67 para 75, enquanto as unidades industriais passaram de 132 para 144. As plantas ativas somam 127, 12,4% a mais que no ano anterior, e a ociosidade caiu de 4,7 milhões para 3,87 milhões de t/ano.
A região Centro-Oeste mantém a liderança, com 44,4% da capacidade nacional; só o Mato Grosso reúne 23%. Empresas globais como Bunge, ADM e Cargill protagonizam os aportes.
Perspectiva para a safra e mercado externo
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta safra recorde de 177,67 milhões de toneladas de soja em 2026, alta de 3,6% em relação a 2025. A Abiove estima que 58,5 milhões de toneladas serão processadas internamente em 2025, enquanto mais de 100 milhões seguirão para exportação in natura, gerando receita e fortalecendo a balança comercial.
Imagem: Reuters
Com novos investimentos, melhora na utilização de capacidade e recomposição de estoques, a cadeia do biodiesel reafirma sua relevância estratégica para a economia, gerando empregos, divisas e contribuindo para a transição energética.
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Crédito da imagem: iStock.com/JJ Gouin















