Imigração canadense investiga 296 suspeitos por extorsão
Imigração canadense investiga 296 suspeitos por extorsão. Oficiais da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA) analisam quase 300 estrangeiros apontados pela Força-Tarefa de Extorsão da Colúmbia Britânica como “pessoas de interesse”, elevando a pressão sobre redes criminosas que aterrorizam comunidades sul-asiáticas no país.
Investigados podem ser deportados
Até 4 de fevereiro, a CBSA havia aberto 296 processos para verificar possível inadmissibilidade migratória. Segundo o órgão, 32 investigados já receberam ordem de remoção, e 10 deles foram efetivamente expulsos do território canadense. Outros nove aguardam audiência no Conselho de Imigração e Refugiados, que pode resultar em deportação.
O número representa salto expressivo em relação a janeiro, quando pouco mais de 100 casos estavam em análise. O objetivo da agência é “livrar o Canadá de criminosos estrangeiros sem direito de permanência”, afirmou a CBSA em nota.
Onda de extorsões preocupante
A Colúmbia Britânica, ao lado de Ontário, Alberta e Manitoba, enfrenta uma série de crimes comandados por grupos baseados na Índia. As vítimas, majoritariamente canadenses de origem sikh, recebem ameaças por telefone; caso se recusem a pagar, sofrem ataques a tiros ou incêndios a residências e negócios.
As investigações apontam que muitos executores são cidadãos indianos que ingressaram no país com vistos de estudo ou trabalho já expirados. Entre as organizações citadas está a quadrilha de Lawrence Bishnoi, que opera mesmo com seu líder detido em prisão indiana. Em setembro passado, Ottawa classificou o grupo como entidade terrorista.
Pressão por apoio federal
O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, descreveu as extorsões como “ataque terrorista em câmera lenta” e pleiteou reforço de policiais e helicópteros federais. Ele também defende mudanças no sistema de deportação, considerando “absurdo” que suspeitos consigam retardar a remoção por meio de pedidos de refúgio.

Imagem: Internet
Enquanto isso, o governo canadense amplia a cooperação de segurança com a Índia, apesar das acusações de que Nova Délhi utiliza gangues como proxy para alvejar ativistas sikhs no exterior. A CBSA não detalhou as razões do aumento repentino de casos, e a Polícia Montada (RCMP) não comentou.
O avanço das investigações sinaliza endurecimento contra criminosos estrangeiros e pode gerar novas deportações nas próximas semanas.
Para acompanhar outras atualizações sobre segurança pública, visite nossa editoria Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Global News















