iFood acusa ex-funcionários de uso ilegal de dados sigilosos
iFood acusa ex-funcionários de uso ilegal de dados sigilosos ao afirmar que profissionais que migraram para a 99Food teriam levado informações confidenciais para negociar exclusividades com restaurantes, acirrando a disputa no mercado de delivery.
iFood acusa ex-funcionários de uso ilegal de dados sigilosos
De acordo com relatos obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, donos de estabelecimentos parceiros do iFood receberam propostas de executivos da 99Food acompanhadas de dados de faturamento, tíquete médio e multas contratuais — informações que, segundo os empresários, só poderiam ter sido acessadas dentro da antiga empregadora.
Em nota, o iFood declarou ter identificado “uso indevido de informações sigilosas relacionadas a seus restaurantes parceiros” e informou que prosseguirá “trabalhando por um ambiente transparente e ético”. Pelo menos cinco ações judiciais contra ex-funcionários que se transferiram para a 99Food já tramitam na Justiça do Trabalho.
Um desses processos resultou, em julho, na determinação de um juiz da 2ª Região para que um ex-gerente de vendas deixasse imediatamente o novo emprego, sob pena de multa diária de R$ 500, por violar cláusula de não concorrência válida por seis meses. Outro caso, em Piracicaba (SP), teve busca e apreensão de celulares, computadores e pendrives; a perícia sobre possível cópia de dados ainda não foi concluída.
Especialistas lembram que contratos de exclusividade e cláusulas de sigilo são corriqueiros no setor. Segundo o advogado trabalhista Mauricio Corrêa da Veiga, profissionais podem migrar de empresa, mas não podem levar documentos ou segredos comerciais. Caso confirmada a utilização de dados obtidos irregularmente, a companhia beneficiada pode responder civil e criminalmente por concorrência desleal, conforme prevê a legislação brasileira e reforçam órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Imagem: Leidas Santana
O cenário ganha ainda mais tensão com a reentrada da 99Food no segmento e a chegada da chinesa Keeta em São Paulo, aumentando a disputa por clientes, restaurantes e talentos. Contratos exclusivos, já investigados pelo Cade, permanecem como foco das contestações entre plataformas.
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Crédito da imagem: Leonidas Santana/Shutterstock















