Ibovespa recua após IPCA e revisões do Banco Mundial
Ibovespa recua após IPCA e cortes nas estimativas do Banco Mundial para o PIB brasileiro, encerrando uma semana marcada por indicadores globais e forte aversão a risco.
Inflação brasileira dita o ritmo do pregão
O principal índice da B3 operou em baixa nesta sexta-feira (12), reagindo à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostrou pressão maior que a prevista por analistas. O dado reforçou apostas de manutenção dos juros elevados por mais tempo, limitando o apetite por ações sensíveis à economia doméstica.
Banco Mundial reduz projeções para 2026 e 2027
Pela manhã, o Banco Mundial revisou de 2% para 1,9% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 e cortou de 2,3% para 2% a estimativa para 2027. A instituição citou a desaceleração do consumo como principal fator de risco, embora veja retomada gradual à medida que a taxa básica de juros recue a partir do ano que vem.
Petróleo amplia perdas após recuo geopolítico
No cenário externo, os futuros do Brent recuavam quase 2%, negociados a US$ 89,69 por barril, depois de o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter cancelado ataques planejados contra o Irã. A trégua temporária esfriou temores de interrupção na oferta da commodity, pressionando papéis de petroleiras listadas em São Paulo.
Dados mistos na Europa e na Ásia
No Reino Unido, indicadores de atividade chegaram abaixo do consenso, enquanto a produção industrial japonesa surpreendeu positivamente. A combinação reforçou cautela entre investidores internacionais, que monitoram sinais de desaceleração sincronizada das principais economias.

Imagem: Equipe Mey Times
Desempenho semanal do Ibovespa
Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou queda de aproximadamente 1,8% na semana. Entre as maiores perdas estiveram empresas de varejo e construção civil, mais sensíveis à trajetória dos juros. Em contrapartida, exportadoras de commodities amenizaram o recuo, beneficiadas pela valorização do dólar frente ao real.
No fechamento, o mercado permanece atento à próxima leitura da inflação e aos desdobramentos da política monetária. Continue acompanhando a cobertura completa na editoria de Brasil.
Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















